INVESTIGAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA SEM TRATAMENTO PARA CONSUMO HUMANO COMO FATOR DE RISCO

Autores

  • Jandir Blasius
  • Michele Andrade Rodrigues
  • Gleicy Helly Martins Cavalcante
  • Bruna Antunes de Oliveira
  • José Waldomiro Jímenez Rojas

Palavras-chave:

investigação, qualidade, água, fator, risco, á, saúde, medidas, corretivas, preventivas

Resumo

Na atualidade, ainda, existe uma grande demanda de famílias brasileiras que não tem acesso à água tratada para consumo. Em função das doenças e distúrbios na saúde, que o consumo de água não potável pode causar, percebe-se uma vulnerabilidade em que parte da população se expõe. O objetivo desse trabalho é investigar se a qualidade de água disponível para consumo humano em duas propriedades rurais no interior do município de Orleans SC atendem aos padrões de potabilidade para tal fim, tendo em vista que as mesmas não recebem qualquer tratamento. As duas propriedades apresentam cinco nascentes (com quatro nascentes em uma propriedade e apenas uma nascente em outra propriedade), sendo todas cercadas por mata nativa, e próximo a essas áreas, há o desenvolvimento de atividades agrícolas como a produção de tabaco e pecuária. Os cinco pontos de coleta foram definidos conforme a localização das nascentes. Foram coletadas duas amostras de cada nascente em um intervalo de quinze dias, respeitando um período de 24 horas sem chuva para coleta das amostras, evitando possíveis interferências nas análises. Devido à formação geológica da região ser rica em rochas com minerais metálicos, contendo altos teores de ferro e manganês, esses são os parâmetros mais considerados na investigação. Todos os testes foram realizados no laboratório da empresa Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto SAMAE, na Estação de Tratamento de Água, no período de 13 de julho a 13 de agosto de 2015. Realizou-se uma caracterização quantitativa para avaliação dos índices físico-químicos e qualitativa para os índices microbiológicos encontrados na água. Os resultados evidenciaram que todas as amostras apresentaram baixo pH, variando em torno de 5,5. Esse fato ocorre pelo desenvolvimento de atividades de mineração na região, que com o processo de drenagem ácida das minas, acaba liberando altos níveis de enxofre na atmosfera, com a formação de ácidos e consequentemente, a chuva ácida. A propriedade, onde há apenas uma nascente, não apresentou qualquer tipo de coliformes, e obteve-se valores abaixo dos limites máximos de interferentes físico-químicos, estabelecido pela Portaria nº 2.914/2011, que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Referente à segunda propriedade, das quatro nascentes, apenas uma apresenta conformidade com o padrão de potabilidade da água estabelecido pela Portaria nº 2.914. As outras três nascentes apresentam elevada concentração de ferro e manganês, além de turbidez e cor acima dos valores estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Ainda, estas nascentes se apresentaram fora dos padrões microbiológicos para consumo humano, com a presença de coliformes totais e coliformes termotolerantes (Escherichia coli). As três nascentes contaminadas são consideradas como potenciais fatores de risco a saúde humana e o uso das águas foram suspensos. Foram indicadas algumas medidas corretivas e preventivas visando à melhoria da qualidade de água nesses locais, com intuito de eliminar o risco de doenças vinculadas a água.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

INVESTIGAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA SEM TRATAMENTO PARA CONSUMO HUMANO COMO FATOR DE RISCO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 7, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/81426. Acesso em: 16 abr. 2026.