CAFÉ FILOSÓFICO - FRONTEIRAS DE REFLEXIVIDADE

Autores

  • Ana Serra
  • Jucenir Garcia Rocha

Palavras-chave:

Cultura, Filosofia, Fronteira

Resumo

O projeto Café filosófico Fronteiras da Reflexividade trata-se de uma atividade de extensão que busca criar espaços para reflexão filosófica na região meridional do Rio Grande do Sul e nas cidades uruguaias fronteiriças da Costa Oeste da Lagoa Mirin através de ciclos de palestras. O objetivo do projeto é oportunizar espaços de intercâmbio cultural promovendo desta forma a desterritorialização acadêmica, visando suscitar assim uma reflexão dialética a respeito dos dilemas histórico-existenciais das comunidades e seus desenvolvimentos como uma nova significação no mundo. Outro ponto de relevância em relação a estes espaços é que, eles são um convite ao pensar e fazer criativo como tentativa de superar barreiras locais e integrar várias áreas do saber conforme a égide da maiêutica filosófica. Na primeira etapa concluída focalizou-se na delimitação do referencial teórico que dará suporte às próximas atividades realizadas. A metodologia empregada nesta atividade foi participativa, através de estudo dirigido pelo orientador. Durante este estudo contextualizou-se e problematizou-se a realidade sociocultural da região, estabelecendo uma interação entre esta e as obras de Adorno e demais referências no estudo da Cultura. Para isso, se fez necessário localizar essas regiões em simbiose com a globalização, que por sua vez gera cada vez mais conexões suscitando assim questionamentos à respeito das identidades culturais dos indivíduos. O que origina rupturas com as grandes narrativas, e faz surgir identidades cada vez mais fragmentadas. Fazendo com que se tenha um choque cultural devido não só a conjuntura global, mas também pela localização da região fronteiriça. O que levaria essas comunidades à se identificarem mais com as cidades-limite do outro país, do que com as grandes metrópoles próximas dos próprios países. Outra fase da metodologia foi a seleção de intelectuais palestrantes que estimulassem o diálogo entre acadêmicos e não acadêmicos, agenciando assim a interação entre a instituição e a sociedade. Espera-se que o projeto promova o encontro entre a comunidade interna e externa da instituição acadêmica e com isso aproxime o diálogo entre os saberes popular e acadêmico, sem que se crie uma hierarquia entre eles. É também neste ponto em que se justifica o projeto, ao apresentar a comunidade a si mesma como uma cultura dinâmica e viva e que necessita de participação ativa tendo como grande impulsor do conhecimento interdisciplinar a universidade. E assim conclui-se, que após essa etapas se torna preciso ressignificar os olhares a esses lugares que são essencialmente complexos e plurais, visto que diversos atores em seu interior compartilham e se afrontam quanto à validade dessa construção simbólica.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

CAFÉ FILOSÓFICO - FRONTEIRAS DE REFLEXIVIDADE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 7, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/81414. Acesso em: 16 abr. 2026.