EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE CIDADANIA

Autores

  • Leticia Antunes
  • Cibele Rodrigues Rodrigues
  • Jaqueline Lidorio de Mattia

Palavras-chave:

Transversalidade, Educação, Cidadania, Multiplicadores

Resumo

A sociedade em que vivemos vem transformando, mesmo que lentamente, o modo que lida com o transitar. Para que esse conceito se modifique é preciso que algumas ideias sejam inseridas, ainda durante a infância, e a escola como espaço social e cultural se torna um ambiente adequado e extremamente eficaz para a inserção de novos preceitos e conhecimentos atitudinais para o transitar. Pensando nessas questões, a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) com o curso de Licenciatura em Pedagogia, em parceira com o DETRAN/RS, desenvolvem o projeto de extensão denominado Transversalidade na formação de multiplicadores em educação para o trânsito. O trabalho tem por objetivo questionar as relações no trânsito enquanto processo educativo e desenvolver habilidades e capacidades em educação para o trânsito, que possibilitem um trabalho na abordagem transversal do tema, disseminando uma nova forma de pensar e agir no trânsito. Para isso utilizamos de vivências enquanto estratégias metodológicas para auxiliar na formação de alunos/pais/professores mais humanizados na sua atuação no trânsito e consequentemente transformando a mentalidade relacionada ao tema. Isso permite ainda que se confeccione materiais pedagógicos diversos com as crianças e professores. As ações acontecem em turmas de 4º ano, em escolas públicas de Bagé. Nessas ações, a primeira atividade na escola, propusemos a recriação, em forma de desenho ou escrita, do trânsito. Indagamos os alunos na tentativa de ouvir deles, o que eles entendiam por transitar. As respostas eram praticamente as mesmas: sempre relacionadas aos veículos e à velocidade, o que nos possibilita que o projeto, se volte para a importância que as pessoas dão à própria vida humana e abordamos as intervenções de forma transversal e interdisciplinar com os conhecimentos contidos no plano que estava sendo executado pela professora regente da turma. Outro foco da intervenção, se deu através dos conhecimentos empíricos e atitudinais que ajudam a formar alunos capazes de agir com criticidade e tolerância no dia-a-dia, com relação à temática do trânsito. Os debates na sala de aula partem dos conhecimentos prévios sobre o que eles pensam e acham sobre a temática e também textos que falam da poluição, abordagens através de dramatizações, algumas dinâmicas que mostram o papel de cada cidadão no trânsito. Percebemos que os alunos têm uma aceitação bastante significativa com diferentes conteúdos abordados e lamentamos que o espaço e o tempo para o trabalho e as discussões que envolvam a transversalidade e interdisciplinaridade não ocupem um espaço de destaque no currículo. Intentamos mudanças sobre algumas ações de cada criança nos espaços que eles circulam: no ônibus quem tem prioridade, por exemplo, da necessidade de utilizar a faixa de segurança nas travessias, da conscientização de que o uso de bebidas alcoólicas pelos adultos, nem educação para o trânsito pois acreditamos na importância de práticas que atravessem o currículo para que possamos conscientizar muito mais alunos e pessoas.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE CIDADANIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 7, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/81401. Acesso em: 17 abr. 2026.