PLANTAS MEDICINAIS E ESPECIARIAS: CULTURA POPULAR E CIÊNCIA
Palavras-chave:
ervas, aromáticas, substâncias, bioativas, plantas, medicinaisResumo
A valorização de produtos naturais tem se intensificado nas últimas décadas principalmente no que diz respeito ao conhecimento científico das ações das plantas no organismo humano. O Brasil é o país mais rico em diferentes espécies de plantas e sabe-se que a nossa cultura indígena sempre fez uso de ervas para fins medicinais. Atualmente, muitas pessoas usam e indicam plantas medicinais, como tratamento de diversas doenças, sendo que é um meio mais acessível em muitas sociedades, através do cultivo no campo, jardins, hortas, e até em vasos. (BEVILACQUA, 2010). Entretanto, as plantas usadas para fins terapêuticos devem apresentar eficácia e propriedades terapêuticas reprodutíveis. Deste modo a comprovação na constância da composição química é vital uma vez que muitas espécies diferentes são conhecidas pelo mesmo nome popular. Este projeto tem como objetivo verificar o conhecimento e uso de ervas aromáticas e especiarias nas cidades de Caçapava do Sul e Santana da Boa Vista, principalmente em comunidades com vulnerabilidade social e econômica, para estimar a satisfação com esta prática e identificar meios de obtenção e de utilização e ainda, apresentar para estas comunidades o resultado de uma pesquisa na literatura científica sobre estudos com as plantas utilizadas. Este projeto iniciou em 2014 com visitas as comunidades para coleta de informações sobre o uso de ervas aromáticas, especiarias e plantas em que foram feitas entrevistas, gravadas em áudio, com pessoas das comunidades de Caçapava do Sul e Santana da Boa Vista, RS, direcionando para que os entrevistados abordem sua condição socioeconômica, plantas conhecidas, motivo para uso, obtenção, forma de preparo e utilização, comprovação de resultados e interesse em cultivar. Em 2015, dando continuidade as atividades do projeto, foram entrevistadas mais 4 pessoas que usam e indicam as plantas medicinais em 3 bairros de Caçapava do Sul e 1 em Santana da Boa Vista. As entrevistas procederam da mesma forma que no ano de 2014. Em uma das entrevistas foi possível fotografar algumas plantas indicadas pela pessoa entrevistada. O total de plantas citadas, em todas as entrevistas, foi de 170 diferentes plantas de uso medicinal. Destas, 41 foram citadas mais de uma vez. Paralelamente, foram realizadas pesquisas na literatura científica sobre estudos com plantas medicinais. Com os dados obtidos foram realizados dois seminários interativos e está sendo preparada uma cartilha para a distribuição nas comunidades juntamente com oficinas sobre o tema. Neste trabalho pode-se verificar que a maioria das pessoas, que usa e indica plantas medicinais, fez de forma correta, porém a maior parte não sabe a contra indicação de muitas plantas, como por exemplo, o alho que é usado para doenças respiratórias pode causar náuseas, vômitos e dermatites. Neste sentido, observa-se a relevância do projeto em levar este conhecimento para as comunidades.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
PLANTAS MEDICINAIS E ESPECIARIAS: CULTURA POPULAR E CIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 7, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/81377. Acesso em: 17 abr. 2026.