INTERVENÇÃO NUTRICIONAL COM FUNCIONÁRIAS DE UMA ESCOLA ESTADUAL DE ITAQUI /RS
Palavras-chave:
Educação, Alimentar, Nutricional, Comportamento, Habitos, AlimentaresResumo
Atualmente sabe-se que uma alimentação saudável é de extrema importância para a promoção, manutenção e recuperação da saúde humana. Por isso, a educação alimentar e nutricional mostra-se necessária para modificar os hábitos da população, contribuindo para o reconhecimento da importância de uma alimentação adequada na melhoria da qualidade de vida. O presente estudo teve como objetivo realizar uma intervenção em educação alimentar com mulheres adultas, funcionárias de uma escola estadual de Itaqui /RS. A população-alvo do estudo foram 10 adultos, do sexo feminino com idade média entre 30 e 50 anos, realizou-se um estudo de intervenção, cujas ações seguiram as etapas de Diagnóstico, Formulação, Implementação e Avaliação. As visitas realizadas ocorreram 1 vez por semana, durante 3 semanas, no período de abril a junho de 2015, com aplicação de um questionário de frequência alimentar, seguido de avaliação antropométrica. Nas primeiras etapas de diagnóstico aplicou-se a entrevista para coleta dos dados de identificação, ingestão hídrica, funcionamento intestinal, juntamente com os Marcadores de consumo alimentar, baseado no Protocolo do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), aferição de medidas antropométricas, como peso, altura e circunferência da cintura (CC) a partir das quais foi calculado o índice de massa corporal (IMC) para classificação do estado nutricional da amostra, utilizando os valores de classificação de IMC para adultos segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS 1995 e 1997). Através da análise do diagnóstico, elaborou-se uma intervenção educativa em nutrição que foi implementada pelas alunas do curso de nutrição da Universidade Federal do Pampa, campus Itaqui /RS, e avaliada quanto à satisfação das participantes e ao alcance dos objetivos. Como resultados, verificou-se que apesar das participantes apresentarem boas informações com relação à alimentação saudável, possuem dificuldades em aplicar esses conceitos em seu dia a dia, uma vez que 50% da amostra apresentou sobrepeso, 30% relataram diagnóstico de patologias associadas à alimentação e 50% apresentaram CC >80 cm, apresentando risco de desenvolver doenças cardiovasculares, sendo que apenas 8 das 10 voluntárias aceitaram participar da aferição da CC. Foi possível observar que 60% das mulheres entrevistadas relatam praticar algum tipo de atividade física. Quanto ao consumo de alimentos, de acordo com os Marcadores de consumo alimentar, 60% das mulheres consomem saladas cruas todos os dias, 40% consomem legumes e verduras cozidas e 60% consomem frutas frescas 7 dias por semana. Por outro lado, 40% delas relataram consumir batata frita e salgados fritos de 3 a 4 dias por semana e, tratando-se de biscoitos salgados e salgadinhos 50% das mulheres consomem 4 vezes na semana, e 80% delas consomem doces em geral de 2 a 5 vezes na semana, o que demostra um significativo consumo de alimentos processados, gordurosos e açucarados. Esses resultados sugerem a necessidade de um profissional da área de nutrição no ambiente de trabalho para auxiliar na promoção de saúde e qualidade de vida da população, através de uma terapia nutricional adequada e incentivo à prática de atividades físicas e hábitos de vida saudáveis.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
INTERVENÇÃO NUTRICIONAL COM FUNCIONÁRIAS DE UMA ESCOLA ESTADUAL DE ITAQUI /RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 7, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/81368. Acesso em: 16 abr. 2026.