A AUTOMEDICAÇÃO USADA COMO TEMA PARA ESTUDO DA SAÚDE NA ESCOLA
Palavras-chave:
saúde, automedicação, intoxicação, escolaResumo
Este trabalho foi realizado no Instituo Paulo Freire com apoio material e financeiro do PIBID/ CAPES e aborda os riscos da automedicação, uma prática bastante difundida na sociedade atual e que expõe inúmeras pessoas ao perigo, considerado um problema de saúde pública no Brasil e no mundo a intoxicação por medicamentos ocupa o primeiro lugar dentre as causas de intoxicação registradas em todo o país, à frente dos produtos de limpeza, dos agrotóxicos e dos alimentos estragados. Com sistema de saúde pouco estruturado e o comercio de diversos medicamentos sem prescrição medica a automedicação se tornou uma forma simples de tentar obter alívio dos incômodos que afligem quem se automedica, mas uso de medicamentos de forma indiscriminada pode acarretar o agravamento de uma doença, uma vez que a utilização inadequada pode esconder determinados sintomas, pois o uso incorreto de medicamentos pode trazer consequências como: reações alérgicas, dependência,resistência a bactérias e até a morte. A extensão da automedicação não é conhecida com precisão e as razões pelas quais as pessoas se automedicam são inúmeras. Para trazer este tema à escola tendo o objetivo de facilitar o aprendizado de assuntos complexos em saúde, foi realizado um questionário com educandos (as) e educadores (as) que fazem parte da comunidade escolar do Instituto Paulo Freire, uma escola de ensino médio que possui alunos adolescentes, a partir de catorze anos de idade, onde alguns dados foram levantados sobre o assunto e traz números e relatos que deixam ainda mais claro o problema instalado em todas as camadas da sociedade. Dentre os dados levantados 72,4% dos questionários tiveram resposta positiva quanto à automedicação, sendo que os medicamentos mais usados são analgésicos e antigripais, os motivos levantados para realização desta pratica são a demora para conseguir atendimento no Sistema Único de Saúde e o conhecimento dos sintomas pelo usuário do medicamento, a maioria alega não ter tido nenhum tipo de reação alérgica, apenas 3% relata ter sintomas de alergia envolvendo o sistema respiratório, assim como a maioria também alega seguir o tratamento, mas não lê a bula, nem conhece ou não sabe o que são efeitos colaterais. O ato de tomar remédios por conta própria, sem orientação médica pode trazer consequências mais graves do que se imagina e percebemos que é uma pratica comum não somente de adultos, mas também de adolescentes, todo medicamento possui riscos e a grande variedade de informações médicas disponíveis, sobretudo em sites, blogs e redes sociais, também está entre os fatores que contribuem para a automedicação, embora deva ser veementemente combatida, não há nenhuma atitude para o desestímulo à automedicação por parte das autoridades públicas no contexto nacional, mas a população precisa ser informada, conhecer os riscos relacionados aos medicamentos e, sobretudo, ter a oferta de um sistema de saúde adequado que leve ao paciente procurar pelo médico, e não pelo medicamento.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A AUTOMEDICAÇÃO USADA COMO TEMA PARA ESTUDO DA SAÚDE NA ESCOLA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 7, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/81340. Acesso em: 16 abr. 2026.