ENSINO DE CIÊNCIAS E ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NO CONTEXTO DE ANOS INICIAIS

Autores

  • Kaenara Munhoz
  • Jamille Scapin Eichner
  • Eduardo Janner
  • Marcelo Santos de Souza
  • Berenice Soares Bueno
  • Maria Aparecida Lousada

Palavras-chave:

Alfabetização, Científica, Ensino, Ciências, Anos, Iniciais

Resumo

As demandas do cenário educacional atual apontam para a emergente necessidade do acesso e da democratização dos conhecimentos científicos para os educandos matriculados em qualquer nível de ensino no sentido de proporcionar aos mesmos uma compreensão melhor do mundo para intervir conscientemente nele. Neste sentido, apresenta-se a alfabetização científica como o processo pelo qual a linguagem das Ciências Naturais adquire significados, constituindo-se um meio para o indivíduo ampliar o seu universo de conhecimento, a sua cultura, como cidadão inserido na sociedade. Com isso, acredita-se que quanto mais cedo a criança estiver em contato com o mundo das Ciências e suas dúvidas transformarem-se em projetos de estudos esta terá condições de tornar-se um cidadão crítico e apto a construir conhecimentos e realizar novas descobertas. As crianças apresentam estágios de desenvolvimento estabelecidos de acordo com seu nível maturacional. No estágio pré-operatório, que abrange crianças de 2 à 7 anos, dentre suas habilidades, elas reconhecem, assumem e percebem o seu ponto de vista e não aceitam a ideia do acaso como resposta. Isso quer dizer que buscam explicações para os fenômenos que chamam sua atenção e é neste momento que constroem conhecimento e elaboram conceitos científicos. A pesquisa de cunho qualitativo quanto à metodologia, se propôs a fazer um levantamento dos interesses científicos dos alunos matriculados no 2º ano do Ensino Fundamental I, da Escola Municipal Carlota Vieira da Cunha São Gabriel/RS coletados durante observações realizadas nas aulas e registrados em diários de campo. A coleta de dados com as professoras foi realizada a partir de entrevistas e, posteriormente, houve a realização de intervenções didáticas capazes de dar respostas aos por quês típicos desta fase, no período de maio à julho do corrente ano. Os assuntos elencados de acordo com o interesse das crianças foram: como nascem as plantas; como surge o arco íris; para que servem os cestos de lixo coloridos; qual a quantidade de açúcar nos alimentos. Em entrevistas as professoras alfabetizadoras elencaram os seguintes temas: germinação de sementes; confecção de bonecos ecológicos; quantidade de açúcar nos alimentos e educação ambiental do contexto escolar. Todas as atividades sugeridas foram realizadas com a turma do 2º ano e no final de cada atividade foi elaborado um diário reflexivo, ficando registrado em uma planilha os comentários dos alunos durante as intervenções. Os resultados obtidos com esta experiência foram muito significativos, primeiro por ver a motivação das crianças ao obter respostas para seus questionamentos e segundo pelos resultados apontados pelos instrumentos avaliativos aplicados pela professora onde todos os alunos demonstraram os conhecimentos e habilidades relacionados aos temas de Ciências desenvolvidos trazendo-se, desta forma, o cunho científico aos pequenos pesquisadores que estão ingressando no mundo letrado. Defende-se, ainda, que a alfabetização científica pode e deve ser desenvolvida desde o início do processo de escolarização, mesmo antes que a criança saiba ler e escrever, pois, em diferentes situações anteriores à escolaridade, a criança defrontou-se com conhecimentos relativos à ciência, mas é na escola que estes conhecimentos terão a oportunidade de serem sistematizados, ampliados e contextualizados.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

ENSINO DE CIÊNCIAS E ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NO CONTEXTO DE ANOS INICIAIS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 7, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/79826. Acesso em: 17 abr. 2026.