USO DE PINOS INTRAMEDULARES E COAPTAÇÃO EXTERNA NO TRATAMENTO DE FRATURA DE RÁDIO E ULNA
Palavras-chave:
fraturas, radio, ulna, pinos, intramedularesResumo
As fraturas dos ossos longos são frequentes na rotina de atendimento ortopédico de pequenos animais. O diagnóstico por imagem é essencial após exame físico e estabilização do paciente, faz parte do exame ortopédico e pode trazer informações valiosas com relação à presença, localização, tipo e complexidade de fraturas, além de complicações potenciais que possam estar associadas à fratura. A fratura de rádio e ulna está entre as mais comuns em pequenos animais e apresenta alto índice de complicações em cães de pequeno porte. A redução e fixação da fratura devem ser realizadas assim que possível e o método escolhido para o tratamento depende das condições do animal e do tipo de fratura. Os pinos intramedulares necessitam de menos equipamentos para sua aplicação, ocasionando menor exposição do osso, trauma nos tecidos adjacentes e prejuízo ao suprimento sangüíneo periosteal. O caso envolveu um cão da raça Border Collie, de 5 anos de idade e 20 kg. O animal foi encaminhado para a clinica pois havia sofrido um acidente em trabalho de campo, ocasionando a fratura completa de rádio e ulna, sendo então, confirmada pela radiografia do membro afetado. A estabilização da fratura foi realizada mediante a introdução de pinos intramedulares de diâmetro equivalente a 50% do diâmetro do canal medular do osso fraturado, por via retrógrada, verificando-se o seu posicionamento através de controle radiográfico transcirúrgico. Após efetuar-se a redução simultânea dos fragmentos de ambos os ossos, os pinos foram impactados para o interior do canal medular do fragmento adjacente, com martelo ortopédico e impactador. Após retirarem-se as extremidades excedentes com cortador de pinos, suas pontas remanescentes foram ocultadas. A irrigação dos tecidos com soro fisiológico precedeu a oclusão da ferida cirúrgica, que foi suturada em três planos. Foram avaliados e testados quanto à sua estabilidade, verificando-se o bloqueio satisfatório das forças de rotação, torção, cisalhamento, compressão axial e tensão axial no foco da fratura. Foi feita a imobilização externa do membro operado com algodão ortopédico, tala de PVC, ataduras de crepe e esparadrapo. Recomendando a limpeza diária e utilização durante 7 dias. Após a cirurgia, o paciente foi devolvido ao proprietário com prescrição antibiótica (cefalexina 25 mg/kg a cada oito horas) e anti-inflamatória (meloxican 0,1 mg/kg a cada 24 horas) durante sete dias, e iodo povidine para curativo tópico até remoção dos pontos de pele (sete dias após a cirurgia). Recomendou-se a realização de exercícios fisioterápicos passivos durante uma semana. A locomoção do animal foi acompanhada, sendo classificada como adequada, quando o animal caminha normalmente. Exames radiográficos foram realizados também nos momentos pós-operatório imediato e posterior, até a formação do calo ósseo, aproximadamente nos trinta dias. O prognóstico para cicatrização da fratura foi ótima, por se tratar de animal dócil. Pode-se concluir que os resultados obtidos na cirurgia com a técnica de um pino intramedular no rádio e na ulna, sendo complementada com imobilização externa, para a estabilização da fratura, obtiveram vantagens que ao reforçar a estabilidade angular e impedir deslocamentos rotacionais permitiu rápida recuperação funcional e correta cicatrização óssea.Downloads
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Publicado
2020-02-12
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
USO DE PINOS INTRAMEDULARES E COAPTAÇÃO EXTERNA NO TRATAMENTO DE FRATURA DE RÁDIO E ULNA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 7, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/79792. Acesso em: 18 abr. 2026.