LIGANTE TRIAZENO E COMPLEXO TRIAZENIDO DE COBRE (II): ATIVIDADE ANTIBACTERIANA IN VITRO E DETERMINAÇÃO DA CAPACIDADE DE CLIVAGEM DO DNA PLASMIDIAL
Palavras-chave:
TRIAZENO, COBRE, COMPLEXO, METÁLICO, ATIVIDADE, ANTIBACTERIANA, CLIVAGEMResumo
A ampla gama de fármacos existentes aliada ao aumento de microrganismos resistentes revela a necessidade da busca por novos grupos, mais seletivos e específicos. O fato dos Triazenos (TZCs) demonstrarem comprovada atividade biológica fez com que se tornassem foco de inúmeros estudos, sendo que as principais propriedades descritas são antibacteriana, antiproliferativa e antifúngica. Além disso, nos últimos anos, a nuclease química também foi foco de investigação. Compostos dessa natureza coordenam-se a vários centros metálicos, como exemplo o cobre (Cu), conferindo maior estabilidade e potencializando sua atividade. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antibacteriana in vitro e a capacidade de clivagem do DNA plasmidial de dois compostos TZCs inéditos: C1, ligante [1-(metil)3-(2-(4-fenil-1,2,3-triazol)triazeno-N-óxido] e C2 [bis-{1-(metil)-3-[2-(4-fenil-1,2,3-triazol-κN2)]triazenido-1-óxido-κ2N3,O}cobre(II)]complexo metálico triazenido. A atividade antibacteriana foi realizada pelo método convencional da microdiluição em caldo, através da determinação da concentração inibitória mínima (CIM) frente às cepas bacterianas padrão de referência American Type Culture Collection (ATCC), isolados clínicos multirresistentes (MDR) do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) e quatro isolados bacterianos de concentrados plaquetários caracterizados como produtores de biofilme por métodos fenotípicos e genotípicos. As cepas padrões foram Klebsiella pneumoniae ATCC 700603, Pseudomonas aeruginosa ATCC 27859, Salmonella Typhimurium ATCC 14028, Bacillus cereus ATCC 14579, Staphylococcus saprophyticus ATCC 15305, Staphylococcus epidermidis ATCC 12228, Micrococcus luteus ATCC 7468, Enterococcus faecalis ATCC 29212 e ATCC 51299, Staphylococcus aureus ATCC 25923 e ATCC 29213, Escherichia coli ATCC 25922 e ATCC 35218. Os isolados foram Escherichia coli MDR 329, Pseudomonas aeruginosa MDR 64, Staphylococcus aureus MDR 31, Acinetobacter baumannii MDR 34 e MDR 47, Klebsiella pneumoniae MDR 806 e MDR 983, Staphylococcus epidermidis MDR 27 e MDR 102. E os produtores de biofilme: Staphylococcus epidermidis 088, Staphylococcus saprophyticus 100, Staphylococcus haemolyticus 686 e Staphylococcus warneri 108205. Os compostos foram diluídos em etanol e água (1:1) na concentração 2560 μg/ml, posterior, realizadas diluições para se obter concentrações de 128μg/mL a 0,25μg/mL. A clivagem do DNA plasmidial pUC18 e pBSKII foi analisada através da técnica de eletroforese em gel de agarose em diferentes concentrações, pHs (6,5 e 8,0) e temperaturas (37° e 50° C). O composto C1 apresentou CIM>128μg/mL para todos os microrganismos testados. Já o composto C2 mostrou maior potencial antibacteriano para E. coli ATCC 35218, E. faecalis ATCC 29212, S. epidermidis ATCC 12228 e E. coli MDR 329 com CIM=64μg/mL. Também se mostrou ativo frente a E. faecalis ATCC 51299, S. saprophyticus ATCC 15305, S. aureus ATCC 29213 e ATCC 25923, S. aureus MDR 31 e S. haemolyticus 686, com CIM=128μg/mL. E para todos os demais microrganismos testados, C2 apresentou CIM>128μg/mL. Quanto à capacidade de clivar o DNA plasmidial, ambos os compostos não foram aptos nas condições determinadas deste estudo. Dessa forma, de acordo com os valores obtidos, podemos inferir que complexar TZCs com metal é uma alternativa promissora para aumentar o seu potencial. Em vista disso, estudos complementares com esses compostos e associações com diferentes metais estão sendo realizados, a fim de que esses compostos possam ser uma nova classe de antimicrobianos.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2020-02-12
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
LIGANTE TRIAZENO E COMPLEXO TRIAZENIDO DE COBRE (II): ATIVIDADE ANTIBACTERIANA IN VITRO E DETERMINAÇÃO DA CAPACIDADE DE CLIVAGEM DO DNA PLASMIDIAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68519. Acesso em: 18 abr. 2026.