AVALIAÇÃO HEMATOLÓGICA E BIOQUÍMICA DA EXPOSIÇÃO AGUDA AO EXTRATO BRUTO DA CASCA DO CAULE DA LUEHEA DIVARICATA EM RATAS

Autores

  • Andreia da Silva
  • Andreia Regina Haas da Silva
  • Leticia Nunes
  • Lauren Pappis
  • Fernanda Ziegler Reginato
  • Liliane de Freitas Bauermann
  • Margareth Linde Athayde

Palavras-chave:

Luehea, divaricata, toxicidade, aguda, ratas

Resumo

A espécie Luehea divaricata (LD), é amplamente distribuída nas regiões Sul e Sudeste do Brasil sendo conhecida popularmente como açoita-cavalo ou açoita-cavalo-vermelho. É utilizada na forma de chá ou xarope, principalmente das folhas, cascas e flores, contra reumatismo, leucorreia, blenorragia, disenteria, controle do nível de ácido úrico e bronquite. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos tóxicos nos parâmetros bioquímicos e hematológicos após a administração aguda do extrato bruto da casca do caule de LD em ratas. As cascas do caule da LD foram coletadas na cidade de Itaara, RS. Foi realizada uma maceração hidroalcoólica e o extrato aquoso obtido foi concentrado para obtenção de pó. Ratas wistar adultas foram obtidas do Biotério Central da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O presente estudo de toxicidade aguda foi desenvolvido seguindo as diretrizes da OCDE 423, sendo o trabalho aprovado pelo Comitê de Ética e Bem Estar Animal da UFSM, nº 010/2014. Os animais receberam por sonda esofágica uma única dose de 2000 mg/kg de LD dissolvida em água destilada. Ao grupo controle foi administrado água destilada (10 mL/kg). Durante as primeiras 24 horas, as ratas foram observadas quanto ao aparecimento de sinais de toxicidade nos períodos de 0, 60 minutos, 2, 4, 24 horas e, posteriormente, diariamente durante 14 dias após administração. No 15º dia, as ratas foram sacrificadas por punção cardíaca. O sangue coletado sem anticoagulante foi deixado coagular e centrifugado (4.000 x rpm durante 10 min) para se obter o soro que foi utilizado para a avaliação de glicose (GLU), colesterol total (COL), níveis ureia (URE), creatinina (CRE) e atividades da aspartato aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase (ALT), usando kits comercial do Laboratório Bioclin/Quibasa, MG, Brasil em analisador semiautomático de bioquímica (Genz, Bioplus: Bio-2000). O sangue coletado sem anticoagulante foi analisado imediatamente com a utilização de um contador veterinário automático Mindray BC 2800 para parâmetros hematológicos como leucócitos (WBC), eritrócitos (RBC), hematócrito (HCT) e hemoglobina (HGB). Os dados foram analisados por ANOVA de uma via seguida pelo teste de Tukey e são expressos como média ± desvio padrão. As diferenças entre os grupos foram consideradas significativas quando p<0,05. Os valores de URE e CRE (indicativos de disfunção renal) não apresentaram diferença significativa entre os grupos de controle e tratamento. Os nossos resultados demonstraram que a administração aguda do extrato bruto da casca do caule de LD provoca um aumento na atividade de AST no soro das ratas, indicando uma lesão no tecido hepático. Não houve alteração significativa nos níveis de GLU e COL quando comparado entre os grupos assim como os parâmetros hematológicos, WBC, RBC, HGB e HCT também não apresentaram alterações significativa. Embora mais estudos detalhados de toxicidade sejam necessários para estabelecer o seu perfil toxicológico e seu índice de segurança, a administração aguda de LD deve ser feita com cautela visto o indicativo de a planta apresentar uma toxicidade hepática.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

AVALIAÇÃO HEMATOLÓGICA E BIOQUÍMICA DA EXPOSIÇÃO AGUDA AO EXTRATO BRUTO DA CASCA DO CAULE DA LUEHEA DIVARICATA EM RATAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68511. Acesso em: 18 abr. 2026.