USO DO GLICEROL RESIDUAL COMO FONTE DE CARBONO NA PRODUÇÃO DE EXOPOLISSACARIDEOS POR MESORHIZOBIUM LOTI 816
Palavras-chave:
Glicerol, Exopolissacarídeo, Bactérias, diazotróficasResumo
O aumento da produção do biodiesel nos últimos anos teve como conseqüência um crescimento excedente de glicerol, principal coproduto da indústria de biodiesel, no mercado brasileiro e queda no seu valor comercial. Diversas alternativas tecnológicas estão sendo propostas com o objetivo de encontrar um destino para o uso desse coproduto, evitando a sua disposição no meio ambiente. Dentre elas, pode ser destacada a biotecnologia, na qual o glicerol é convertido em produtos com objetivo de agregar valor a este coproduto. A produção de exopolissacarídeos (EPSs), amplamente utilizados na indústria alimentícia, química e farmacêutica, seria uma alternativa para o uso do glicerol. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de diferentes concentrações de glicerol residual, mantendo a mesma relação carbono/ nitrogênio, na produção de exopolissacarideos sintetizados pela bactéria diazotrópica Mesorhizobium loti 81 usando o glicerol residual como fonte de carbono. Primeiramente, foi preparado um inoculo usando cultura microbiana reativada em YMA (Yeast Manitol Agar), sendo raspada 10 mL de água peptonada 0,1% e transferido para cada Erlemeyer de 500 mL contendo 100mL de meio YMA sem ágar, usando pH 7,0. A suspensão foi incubada a 30ºC e, frascos agitados a 200 rpm e foi realizado o acompanhamento do crescimento celular (DO) a 600nm. Os cultivos foram realizados em frascos agitados em Erlemeyers de 500mL com volume inicial de 100mL resultante da adição do meio de cultivo e suspensão bacteriana. O meio utilizado continha (g/L): 10 de glicerol residual, 0,1 fosfato de potássio dibásico, 0,4 fosfato de potassio monobásico, 0,2 de sulfato de magnésio heptahidratado, 0,1 cloreto de sódio, 0,4 extrato de levedura, 0,12 cloreto de manganês heptahidratado e 0,15 cloreto de cálcio dihidratado. As concentrações de glicerol residual (g/L) estudadas foram: 10, 30, 50, 100 e 150. Os cultivos foram conduzidos em frascos agitados a 30°C e 200 rpm (ensaios em quadriplicata), acompanhando-se biomassa, pH e, ao término dos cultivos, a produção de exopolissacarídeos ao longo do tempo. A biomassa foi determinada por densidade ótica 600 nm a partir de uma curva padrão (g/L), 600 nm e o pH por medição direta em um potenciômetro. A produção de exopolissacarideos foi determinada pela secagem da amostra a 45°C até atingir peso constante. Os dados obtidos foram tratados no software Statistica 5.0. A produção máxima de EPSs nas concentrações de 10, 50, 100 e 150 g/L de glicerol residual foi atingida em 96 h de cultivo, com valores de 4,00 ±0,30, 6,26 ±0,44 8,03 ±0,41 g/L e 3,27±0,22, respectivamente. Isso mostrou que aumento da concentração da fonte de carbono influenciou positivamente na produção de EPSs. Em relação à biomassa e pH foi observado pouca variação com o aumento do glicerol. Desse modo, verificou que a concentração de 100 g/L de glicerol residual apresentou o melhor resultado em relação a produção de EPSs. Agradecimentos: CNPq, FAPERGS, CAPES.Downloads
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Publicado
2020-02-12
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
USO DO GLICEROL RESIDUAL COMO FONTE DE CARBONO NA PRODUÇÃO DE EXOPOLISSACARIDEOS POR MESORHIZOBIUM LOTI 816. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68474. Acesso em: 18 abr. 2026.