INVESTIGACÃO DA MIGRACÃO DE ANTIMÔNIO DAS GARRAFAS PET EM FUNCÃO DA TEMPERATURA E A INFLUÊNCIA DAS DIFERENTES CORES DE PET NA LIXIVIACÃO DE ANTIMÔNIO

Autores

  • Patricia Mattiazzi
  • Marcella Emília Petra Schmidt
  • Denise Bohrer do Nascimento

Palavras-chave:

Óxido, antimônio, politereftalato, etileno, (PET), águas, minerais

Resumo

O politereftalato de etileno, conhecido como PET, é utilizado largamente na indústria brasileira de embalagens, onde é empregado para engarrafar águas, sucos, refrigerantes e outros líquidos. Além da aplicação em alimentos, o PET também é utilizado como embalagem na indústria farmacêutica (medicamentos e cosméticos). A fim de melhorar as propriedades físicas do polímero, é adicionado durante a sua síntese o catalisador óxido de antimônio (Sb). O Sb, quando em concentrações >5 µg∕L por períodos relativamente curtos pode causar náuseas, vômitos e diarréia. A exposição em longo prazo pode levar ao aumento do nível de colesterol e a diminuição de açúcar no sangue em humanos. Além disso, o Sb é considerado um possível cancerígeno para seres humanos segundo a Agência Internacional de Investigação do Câncer. Este trabalho teve como objetivo avaliar a presença de resíduos de Sb em garrafas PET e avaliar a influência da cor da garrafa PET e da temperatura na migração do Sb da embalagem para o conteúdo da garrafa. Para verificar a influência das diferentes cores das garrafas PET de diferentes colorações (incolor, azul e verde), foram cortadas em pedaços com dimensões de 20 x 20 cm (400 cm2) e colocadas em frascos de vidro de 1 litro contendo água ultra pura e aquecidas a 80°C por 10 dias, foi realizada coleta da água a cada dois dias. O controle foi o frasco de vidro contendo apenas água. Para avaliar a migração de Sb em função da temperatura, águas minerais envasadas em garrafas PET (incolores) foram colocadas em uma estufa onde foram submetidas individualmente a temperaturas de 40, 50, 60, 70 e 80°C por 48 horas. Amostra armazenada a temperatura ambiente (22°C) foi utilizada como controle. A concentração de Sb foi determinada por espectrometria de absorção atômica de alta resolução com fonte contínua. As amostras do primeiro tratamento apresentaram Sb apenas no oitavo e décimo dias de tratamento. O PET incolor apresentou 0,69 µg/L no dia 8 e 1,29 µg/L no dia 10. Já o PET verde, 0,39 µg/L e 1,69 µg/L, respectivamente nos dias 8 e 10, e o PET azul 0,66 µg/L e 1,97 µg/L após os mesmos intervalos. O aquecimento gradativo das amostras revelou que a Amostra 1 com pH 7,20 não apresentou variação nos níveis de antimônio com a elevação da temperatura. Já a Amostra 2 (pH 9,58) obteve um crescimento na concentração de antimônio de 1,49 µg/L a 50°C, 1,83 µg/L a 60°C, 2,03 µg/L a 70°C e 5,33 µg/L a 80°C. Dessa forma, podemos concluir que a temperatura pode influenciar na migração de antimônio das garrafas PET para o seu conteúdo, já a cor não se mostrou um fator diferencial na lixiviação de antimônio. Sendo assim, faz-se necessário um controle de temperatura adequado, tanto na armazenagem quanto no transporte de alimentos e medicamentos, visando uma maior segurança para os usuários e garantir a qualidade do produto.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

INVESTIGACÃO DA MIGRACÃO DE ANTIMÔNIO DAS GARRAFAS PET EM FUNCÃO DA TEMPERATURA E A INFLUÊNCIA DAS DIFERENTES CORES DE PET NA LIXIVIACÃO DE ANTIMÔNIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68439. Acesso em: 18 abr. 2026.