DETERMINAÇÃO DA SUSCEPTIBILIDADE BACTERIANA FRENTE AO EXTRATO BRUTO E FRAÇÕES DAS CASCAS DE AÇOITA-CAVALO

Autores

  • Letícia Nunes
  • Natalia Jank Mossmann
  • Andreia Regina Haas da Silva
  • Lauren Pappis
  • Margareth Linde Athayde

Palavras-chave:

Luehea, divaricata, microdiluição, bactérias

Resumo

Luehea divaricata, conhecida popularmente como açoita-cavalo, pertence à família Malvaceae. No Brasil, é encontrada nas regiões Sul e Sudeste do país. Suas cascas são utilizadas na medicina popular para tratamento de acne, feridas cutâneas e lavagens vaginais. O emprego de recursos naturais como mecanismo auxiliar no tratamento de diversas patologias tem reaparecido nos últimos anos. O presente trabalho teve por finalidade avaliar a susceptibilidade de algumas bactérias frente ao extrato bruto e frações das cascas de L. divaricata. A planta foi coletada em janeiro de 2013 em Itaara, Rio Grande do Sul. As cascas foram trituradas e maceradas com etanol 70% por sete dias. Em seguida, foram filtradas e o extrato hidroálcoolico obtido foi evaporado em evaporador rotatório, obtendo-se o extrato aquoso. Uma parte desse extrato foi concentrado, obtendo-se o extrato bruto (EB). Outra parte foi fracionada em ampola de separação com diclorometano (CH2Cl2), acetato de etila (AcOEt) e n-butanol (BuOH). A concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração bactericida mínima (CBM) frente ao EB e frações foram determinadas pelo método de microdiluição em caldo Muller-Hinton, de acordo com o protocolo M7-A9 (2012), aprovado pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), o qual utiliza microplacas de poliestireno contendo 96 poços e suspensão de inóculo equivalente a 0,5 na escala de Mac Farland. Cada amostra foi solubilizada em DMSO, com concentração final de 2.000 µg/mL. As amostras foram testadas frente a 10 bactérias. Neste caso, a fração AcOEt mostrou-se moderadamente ativa frente a Staphylococcus aureus ATCC 29213 (CIM = 250 µg/mL; CBM = 1000 µg/mL), Staphylococcus epidermidis ATCC 1228 (CIM = 250 µg/mL; CBM = 500 µg/mL) e Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853 (CIM = 500 µg/mL; CBM = 1000 µg/mL). É comum a presença de flavonoides, compostos que possuem atividade antibacteriana, a qual é atribuída pela presença de grupos fenólicos que apresentam afinidade para proteínas e atuam como inibidores de enzimas bacterianas, nesta fração. Possivelmente a atividade moderada frente a essas bactérias se deve à presença desses compostos na fração, tornando-a promissora para futuras análises fitoquímicas, a fim de relacionar a presença de flavonoides e atividade antibacteriana.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

DETERMINAÇÃO DA SUSCEPTIBILIDADE BACTERIANA FRENTE AO EXTRATO BRUTO E FRAÇÕES DAS CASCAS DE AÇOITA-CAVALO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68436. Acesso em: 18 abr. 2026.