COMPORTAMENTO GERMINATIVO DE TABERNAMONTANA CATHARINENSIS: EFEITO DA TEMPERATURA E REGIME DE LUZ
Palavras-chave:
Cobrina, Germinação, Temperatura, LuzResumo
Tabernaemontana catharinensis A. DC. (Apocynaceae) é uma árvore que atinge até 2 m de altura, nativa do Rio Grande do Sul, Brasil, conhecida popularmente como cobrina ou jasmim-cata-vento, sendo indicada para reflorestamento. Produtora de flavonoides e saponinas, esta espécie é utilizada na medicina popular como antídoto para picadas de cobra, dor de dente, vermífuga e bioinseticida. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de diferentes temperaturas e presença ou ausência de luz na germinação das sementes. O experimento foi realizado no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais da Universidade Federal de Santa Maria. Frutos de cobrina foram coletados na região Noroeste do estado do Rio Grande do Sul (28° 27' 17"S e 53° 54' 50"O), no mês de maio de 2014. As sementes foram removidas dos frutos de forma manual em água corrente com auxílio de peneira com diâmetro 0,5 mm e após, deixadas para secagem natural sobre bandeja com fundo de tela por sete dias em temperatura ambiente (25 ±1ºC). Em câmara de fluxo laminar, as sementes foram desinfestadas em álcool 70% por um minuto, seguida de imersão por 20 minutos em hipoclorito de sódio (1%), três enxágues em água destilada e autoclavada e posteriormente colocadas em solução com fungicida (Maxin®1%) por cinco minutos. Após assepsia, as sementes foram inoculadas em caixas gerbox (11 x 11 x 3,5 cm), sobre três folhas de papel filtro embebidas em 10 mL de água destilada e autoclavada. As caixas gerbox com as sementes foram mantidas em câmaras de germinação do tipo BOD, sob presença de luz (fotoperíodo de 16 horas - intensidade luminosa de 35 μmol m-2 s-1) e ausência de luz (escuro contínuo), testando-se cinco temperaturas: 15, 20, 25, 30 e alternância de 20-30ºC (noite-dia), constituindo dez tratamentos arranjados num bifatorial. O delineamento foi inteiramente casualizado, com quatro repetições por tratamento e 25 sementes por repetição. A cada quatro dias após a inoculação das sementes foram realizadas as avaliações, considerando sementes germinadas aquelas que apresentaram protrusão de 0,3 cm da radícula, determinando-se a porcentagem de germinação e as curvas de velocidade de germinação. A germinação iniciou-se aos 14 dias após a semeadura estabilizando-se aos 50 dias. A maior percentagem de germinação (89%) ocorreu na temperatura de 30ºC na presença de luz, não diferindo (p≤0,05) dos dados observados no escuro (86%) e nas temperaturas de 20 e 25ºC nos dois regimes de luz, cuja germinação foi em média 81% nestes tratamentos. Na temperatura de 15ºC, em ambos os regimes de luz, as sementes não germinaram. A temperatura alternante de 20-30ºC ocasionou uma redução nas percentagens de germinação, tanto na luz quanto no escuro (48 e 64%, respectivamente). As maiores velocidades de germinação ocorreram nas temperaturas de 30 e 25ºC, independente do regime de luz. Conclui-se que as sementes de T. catharinensis são fotoblásticas neutras, sendo as temperaturas entre 25 e 30ºC recomendada para germinação pois possibilita maior taxa e velocidade de germinação.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2020-02-12
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
COMPORTAMENTO GERMINATIVO DE TABERNAMONTANA CATHARINENSIS: EFEITO DA TEMPERATURA E REGIME DE LUZ. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68420. Acesso em: 18 abr. 2026.