COMPARAÇÃO DA PRODUÇÃO DE GOMA XANTANA POR XANTHOMONAS CAMPESTRIS MANGIFERAEINDICAE IBSBF 1230 CULTIVADA COM GLICEROL RESIDUAL COM E SEM STRESS ALCALINO
Palavras-chave:
hidrocoloides, biopolímeros, stress, alcalinoResumo
Quase toda energia consumida no mundo provém do petróleo, uma fonte não renovável, com previsão de esgotamento em um futuro próximo, sendo que a crescente demanda por combustíveis em todos os setores da vida humana, seja no transporte, na geração de energia, nos processos industriais ou no consumo residencial, vem aumentando as emissões de dióxido de carbono (CO2), o que altera o clima global, sendo então necessária a busca por combustíveis alternativos, ambientalmente aceitáveis, tecnicamente viáveis, economicamente competitivos e prontamente disponíveis, como por exemplo o biodiesel, o qual gera 10% de glicerol residual. A goma xantana é produzida pela bactéria fitopatogênica Xanthomonas campestris, ocupando um lugar de destaque por suas propriedades reológicas diferentes das outras gomas microbianas, tais como um marcante comportamento pseudoplástico, viscosidade elevada mesmo em baixas concentrações, solubilidade e estabilidade em soluções ácidas e alcalinas, resistência à degradação em elevadas temperaturas e em diferentes níveis de pH. Sendo assim, sua aplicação na indústria de alimentos, farmacêutica e petroquímica é de extrema importância. O objetivo do presente trabalho foi verificar o efeito do stress alcalino na produção da goma xantana produzida pela bactéria Xanthomonas campestris mangiferaeindicae IBSBF 1230, utilizando o glicerol residual como fonte de carbono. O inóculo foi preparado com meio contendo (g.L-1): 3 extrato de levedura; 3 extrato de malte; 5 peptona; 20 glicose; pH 7,2. Quando o valor de densidade ótica recomendado (2,0) foi atingido, 10 mL do inóculo foram transferidos para 90 mL de meio contendo (g.L-1): 50 glicerol residual; 2,5 NH4H2PO4; 5,0 K2HPO4; 0,006 H3BO3; 2,0 (NH4)2SO4; 0,0024 FeCl3; 0,002 CaCl2.2H2O; 0,002 ZnSO4; pH 7,0. Os cultivos foram realizados em triplicata (sem e com stress alcalino) em uma incubadora refrigerada a 28ºC e 200 rpm, por um período de 48 h. O stress alcalino consistiu em adicionar, em 48 h de cultivo, 5 mL de solução de NaOH 2 M, para que o pH do meio chegasse a aproximadamente 11, sendo os frascos deixados na incubadora por mais 1 h. Em todos os frascos o caldo foi centrifugado (30 min a 4ºC) para remoção de células, seguido da precipitação da goma a ± 4ºC por 24 h com etanol 96,4ºGL (1:4 v.v-1), nova centrifugação, sob refrigeração, e secagem em estufa até massa constante. A concentração da goma xantana encontrada no cultivo sem o stress alcalino foi de 4,98 ± 0,36 g.L-1. Já quando aplicado o stress alcalino este resultado foi de 8,65 ± 0,25 g.L-1, correspondendo a um incremento na concentração da goma de 1,74 vezes. Pode-se concluir que a bactéria X. campestris mangiferaeindicae IBSBF 1230 foi capaz de produzir quantidades bastante significativas de goma xantana quando aplicado o stress alcalino, sendo necessário um estudo mais aprofundado para verificar se este acentuado aumento na produção da goma irá acarretar mudanças na sua estrutura. Agradecimentos: FAPERGS, CNPq e CAPESDownloads
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Publicado
2020-02-12
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
COMPARAÇÃO DA PRODUÇÃO DE GOMA XANTANA POR XANTHOMONAS CAMPESTRIS MANGIFERAEINDICAE IBSBF 1230 CULTIVADA COM GLICEROL RESIDUAL COM E SEM STRESS ALCALINO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68417. Acesso em: 21 abr. 2026.