A TEORIA COLOCADA EM PRÁTICA- HORA DE DAR AULA: ESTÁGIO I, EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL- UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.

Autores

  • Cátia dos Santos
  • Marta Iris Camargo Messias Da Silveira
  • Marta Cristina Rodrigues da Silva

Palavras-chave:

Ensino-aprendizagem, Educação, física, escolar, Formação, Pedagógica

Resumo

O presente resumo tem como objetivo refletir sobre as experiências vivenciadas no Estágio Supervisionado I do curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Pampa, Uruguaiana, quinto semestre. O estágio foi desenvolvido em uma escola da periferia da cidade em turmas com crianças de cinco e seis anos. As aulas eram ministradas duas vezes por semana no turno da manhã sobre o olhar da professora responsável pela turma. Partiu-se de um conjunto de discussões sobre a necessidade de estabelecer-se um referencial teórico-metodológico e que o espaço junto a escola fosse um espaço de investigação. Neste sentido, uma atividade que faz parte da dimensão ensino articula-se com a pesquisa (análise das condições vivenciadas na educação física escolar) e com a extensão ao problematizar a realidade em questão (buscando contribuir para alterá-la). Após discussões em sala de aula com colegas e professor responsável pela orientação, baseados em textos norteadores, buscou-se criar atividades que despertasse nas crianças o brincar, pois este interage com o pensamento das crianças. As aulas foram planejadas após as observações onde se constatou que as crianças têm muita energia para gastar, pouca vivência com a Educação Física e não são orientados na hora de brincar. Aqui percebe-se a importância de termos um professor da área de Educação Física nos anos iniciais. Foram realizadas atividades que procuraram desenvolver lateralidade, espaço, tempo, corpo, manipulação, coordenação fina, ampla, grossa, força, flexibilidade, agilidade, velocidade, coordenação motora, equilíbrio, aspecto afetivo, social, locomoção, conteúdos que fazem parte da Psicomotricidade. As aulas eram temáticas, cada uma despertava nas crianças curiosidades de manipular os materiais e elas demonstravam não querer parar de brincar. Brincadeiras e brinquedos antigos foi o ponto culminante das aulas, pois foi novidade para eles. Arcos, pé de latas, biboques, boliches recicláveis, balões, entre outros fizeram com que as crianças descobrissem outras formas de brincar. Na avaliação do trabalho, onde envolveu-se em grupo focal a professora da turma, orientadora e colegas do grupo de pesquisa, observou-se a satisfação das crianças, a criatividade de cada um e o principal o reconhecimento deles para com o estagiário, aspectos demonstrados ao reivindicarem mais aulas e pela frustração na despedida. No aspecto investigativo, as atividades de interação com o ambiente escolar e com os docentes permitiram concluir que para conseguir desenvolver atividades com este público é preciso envolvimento para perceber questões importantes na elaboração das aulas: quais temas geradores adotar, a participação efetiva das crianças nas atividades, respeitar os interesses e os limites do contexto escolar; esta experiência permitiu desenvolver a relação do brincar com o agir pedagógico na Educação Física escolar, possibilitando que outros acadêmicos possam ter uma base teórico-metodológica para orientar suas ações; o estágio desenvolvido como ação investigativa da própria prática demonstrou grande valia na formação como futura licenciada.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

A TEORIA COLOCADA EM PRÁTICA- HORA DE DAR AULA: ESTÁGIO I, EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL- UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68409. Acesso em: 9 jun. 2026.