EDUCOMUNICAÇÃO E FEIRAS LIVRES, AUTONOMIA DO CAMPO

Autores

  • Luiz Stroff
  • Merli Leal Silva

Palavras-chave:

agroecologia, comercialização, marketing

Resumo

A partir do projeto de Pedagogia freireana com trabalhadores da educação do campo na cidade de São Borja, se originou o projeto de extensão de educação e comunicação popular no campo, visando a produção agroecológica, capacitar os produtores para certificação e também para as práticas de comercialização, que por sua vez englobam conceitos de marketing e comunicação. O projeto se realiza em um universo de duas propriedades da agricultura familiar, a Família Comin e o Assentamento Cambuchim. A cidade de São Borja fica aproximadamente a 600 km da capital, Porto Alegre(referência). São Borja é uma cidade em que o território agrícola mantém a presença de latifúndios em grande quantidade, proporcionalmente muito mais elevada do que a do próprio estado de Porto Alegre. Tal situação se reflete diretamente na distribuição de renda e condições sociais da população do município. Praticamente não há produção de hortaliças e frutas na cidade, a agricultura familiar produz pouco e a maioria dos alimentos precisa vir de outras cidades. Não há produção agroecológica e as terras são ocupadas quase que exclusivamente por plantação de arroz, soja e criação extensiva de gado. O uso de herbicidas e agrotóxicos é predominante, o que é péssimo do ponto de vista ambiental. O método utilizado nas ações de extensão é a pesquisa-ação, que busca refletir sobre os fenômenos sociais na prática, desenvolvendo o conhecimento e a compreensão como parte da prática. Como o projeto se encontra na sua segunda fase agora o foco das ações está na comercialização, na primeira etapa buscamos acompanhar todo o processo de transição-produção agroecológica, com os produtores capacitados e autônomos, o acompanhamento técnico ocorre por parte dos órgãos responsáveis. O principal canal de venda dos produtores é a feira livre, feirantes em pontos diferentes e com clientes diferentes, buscamos capacitar esses produtores para que além de comerciantes sejam empreendedores. A partir do momento em que se tem um produto orgânico, esse diferencial deve ser explorado, os produtores estão capacitados e inovando através do marketing, buscar entender o consumidor para melhor entende-lo é uma tarefa diária dos produtores. Além do conhecimento adquirido na execução do projeto, a produção de cartilhas e materiais de formação para que o trabalho possa ser replicado também são uma das finalidades desse projeto.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

EDUCOMUNICAÇÃO E FEIRAS LIVRES, AUTONOMIA DO CAMPO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68355. Acesso em: 10 jun. 2026.