NULI, DAS ESTANTES ÀS PRAÇAS: UMA EXPERIÊNCIA VOLTADA À FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO

Autores

  • Luciane Fagundes
  • Zíla Letícia Goulart Pereira Rêgo

Palavras-chave:

NULI, mediação, leitura, espaços, públicos, acervo, literário

Resumo

O presente trabalho busca apresentar as ações desenvolvidas pelo projeto de extensão Núcleo de Formação do Leitor Literário (NULI) que envolvem experiências de organização e dinamização de um vasto acervo de literatura infantil e juvenil recentemente doado ao projeto, bem como ações de leitura em espaços públicos desenvolvidas em parceria com o projeto Pampa lendo na Praça. Nesse sentido, o NULI tem promovido a circulação do seu acervo entre a comunidade acadêmica, de forma que o acesso aos livros contribua para a formação dos acadêmicos do curso de Letras da UNIPAMPA enquanto leitores críticos e mediadores de leitura. Por outro lado, tem atuado em oficinas de leitura e contação de histórias em duas praças públicas centrais da cidade de Bagé com o objetivo de promover o acesso à leitura em espaços públicos a diferentes camadas da população. Conforme Aguiar (2006), para que a difusão e a circulação dos livros contribuam para a aproximação dos leitores, é indispensável que o responsável pelo acervo conheça do que dispõe, de maneira que dê conta das possiblidade de dinamização de leitura e tenha em mente o perfil do público leitor (p. 259). Através da organização e leitura das obras do acervo, bem como do planejamento das oficinas do projeto Pampa lendo na Praça, as ações vinculadas ao NULI vêm sendo desenvolvidas desde o mês de maio do corrente ano e ainda estão em andamento. As oficinas de leitura são realizadas aos domingos a cada quinze dias nas praças Dos Esportes e Da Estação, com duração de cerca de 2h. Elas têm início através de contações de histórias, seguidas de leituras coletivas e individuais, nas quais as crianças tem a liberdade de escolher o que querem ouvir ou ler. Livros, gibis, pinturas e revistas são disponibilizados por meio de quatro ilhas de leitura, cada uma correspondendo a uma categoria específica - infantil, juvenil e adulto - e por meio de duas araras, sobre as quais as obras literárias são expostas. Desta forma, a comunidade tem a liberdade para fazer escolhas do que ler e de que forma ler e, assim, decidindo que sentido dar à leitura. No que se refere aos resultados, percebe-se que as crianças retornam à praça para participar exclusivamente do projeto, como também os cuidadores buscam incentivá-las, procurando informações sobre o mesmo , sua periodicidade e os locais onde as próximas atividades ocorrerão. Nota-se que, quando a comunidade tem contato com um bom acervo, ao qual não tem comumentemente acesso, ela responde positivamente. Desta maneira, quando se propõe a leitura em ambientes abertos, isto é, uma leitura realizada em um espaço coletivo mas com caráter privado, esta prática cultural permite um intercâmbio sobre aquilo que é lido e pode despertar uma relação, um vínculo entre indivíduos a partir da leitura (Chartier, 1999). Percebe-se, também que, a comunidade acadêmica tem demonstrado interesse no acervo do NULI, sugerindo que o mesmo poderá vir a contribuir na formação dos acadêmicos, em termos de mediação de leitura e de busca de conhecimento.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

NULI, DAS ESTANTES ÀS PRAÇAS: UMA EXPERIÊNCIA VOLTADA À FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68349. Acesso em: 9 jun. 2026.