GRUPO COMO ESTRATÉGIA DE CUIDADO A ADOLESCENTES QUE VIVEM COM HIV/AIDS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Adolescente, Enfermagem, Vírus, Imunodeficiência, HumanaResumo
Sendo a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) uma doença permeada de preconceitos, os indivíduos portadores dela sofrem discriminação e estigma, que os tornam vulneráveis. Acrescenta-se, ainda, o fato de que adolescentes também estão perpassando pela fase da vida mais instável. O papel dos enfermeiros torna-se cada vez mais importante para a criação do vínculo entre o adolescente e seu tratamento, ele é um profissional sempre presente em qualquer nível de atenção que acolhe os usuários e faz a primeira escuta. O objetivo deste trabalho é relatar as experiências de acadêmicos de enfermagem bolsistas de um projeto de extensão acerca do grupo de adolescentes de vivem com HIV/aids que ocorre em parceria entre a Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e o Serviço de Assistência Especializada (SAE) em HIV/aids da Secretaria Municipal de Saúde de Uruguaiana-RS, na cidade de Uruguaiana-RS. O grupo é composto por acadêmicos de enfermagem e docentes da UNIPAMPA, pela psicóloga do referido serviço de saúde e por adolescentes que vivem com HIV/aids cadastrados neste serviço. Aproximadamente 10 adolescentes conhecedores de seu diagnóstico e autorizados pelos pais ou responsáveis participam dos encontros, sendo que o convite é realizado para todos os adolescentes cadastrados no serviço de saúde. Nesses encontros, que ocorrem uma vez ao mês no período da tarde, os acadêmicos objetivam proporcionar um espaço de descontração e aprendizado para esses adolescentes, e, para tanto, planejam previamente aos encontros, atividades lúdicas que envolvem relaxamento, diversão, criatividade e entrosamento. Esses grupos compreenderam sessões de cinema, dinâmicas, confecção de cartazes, debates, oficinas de beleza, jogos educativos, entre outras atividades. Percebe-se que os grupos contribuem para a aproximação dos adolescentes ao serviço de saúde, já que este contato propicia um vínculo que, por muitas vezes, não ocorre entre o usuário e o serviço. Além disso, a importância do grupo é notável quando nota-se profissionais abrindo suas agendas para o cuidado aos adolescentes que vivem com esta condição crônica. Portanto, o grupo não tem como prioridade a discussão da temática do HIV/aids, mas a criação de um ambiente de socialização e vínculo para que se possa auxiliar tais adolescentes nas diversas questões que sejam geradoras de dúvidas e ansiedades nesta fase da vida. Momentos que visam à aproximação dos proponentes com os adolescentes servem para que os profissionais envolvidos consigam desenvolver ações direcionadas, conseguindo atentar para a realidade em que aquele adolescente vive. Além disto, o grupo também é um espaço onde deve ser realizada ações preventivas. A inserção de acadêmicos em grupos de adolescentes que vivem com HIV/aids é de suma importância para a formação acadêmica, pois contempla uma população e uma temática que nem sempre estão presentes nos currículo da graduação. Ademais, essas ações contribuem para a melhoria do cuidado em saúde a adolescentes que vivem com HIV/aids.Downloads
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Publicado
2020-02-12
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
GRUPO COMO ESTRATÉGIA DE CUIDADO A ADOLESCENTES QUE VIVEM COM HIV/AIDS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68318. Acesso em: 9 jun. 2026.