AVALIAÇÃO DO PERFIL DOS RESPONSÁVEIS LEGAIS DE CRIANÇAS QUE VIVEM COM HIV/AIDS EM URUGUAIANA/RS

Autores

  • Eduarda Piegas
  • Andressa Thomaz
  • Natália Zanini
  • Juliana Saatkamp
  • Sandra Elisa Haas
  • Rodrigo Freddo

Palavras-chave:

SÍNDROME, DA, IMUNODEFICIÊNCIA, ADQUIRIDA, TERAPIA, ANTIRRETROVIRAL, CUIDADORES, PRIMÁRIOS

Resumo

A infecção da AIDS(síndrome da imunodeficiência adquirida) se dá pelo HIV(vírus da imunodeficiência humana), que ataca as células do sistema imunológico, destruindo os glóbulos brancos (linfócitos T CD4+). A falta desses linfócitos diminui a capacidade do organismo de se defender de doenças oportunistas. Devido aos avanços nas pesquisas e possibilidades de tratamento, a AIDS tornou-se uma doença crônica, com aumento relevante da qualidade de vida de pessoas acometidas. Durante os últimos anos, a disponibilidade dos medicamentos antirretrovirais levou a um declínio relevante da morbidade e da mortalidade relacionadas ao HIV/AIDS. Um dos principais problemas no contexto das enfermidades crônicas é a não adesão, pois apesar da disponibilidade de recursos farmacológicos e terapêuticos, as pessoas muitas vezes não fazem uso desses recursos para seu próprio benefício e recuperação. Desse modo, entender o fenômeno da adesão é o objetivo deste estudo, a fim de avaliar os aspectos que impedem ou auxiliam o tratamento antirretroviral de crianças cadastradas no Serviço de Atendimento Especializado (SAE) em DST/AIDS do município de Uruguaiana-RS. Para tanto, realizaram-se entrevistas com os responsáveis legais com o auxílio de um questionário semi-estruturado, previamente testado para adequação quanto à linguagem, sequência e clareza das questões, abordando os seguintes aspectos: rotina de tomada dos medicamentos, esquema terapêutico, frequência de retirada de medicamentos no SAE do município e também os possíveis efeitos colaterais causados pela medicação. Foram entrevistados 03 responsáveis legais de crianças. Apenas 1 soube informar corretamente qual era o esquema terapêutico usado pela criança, os demais apenas sabiam informar o horário de tomada dos medicamentos, mas desconheciam o nome dos medicamentos, mostrando assim que muitas vezes falta-lhes esclarecimento por partes de profissionais da saúde o quanto é importante cada medicamento e não só a tomada deles em horários corretos. Os cuidadores relatam que seguem rigorosamente o horário de administração. Todos os entrevistados relataram a necessidade de fazer uso de alimentos, como mel, leite condensado e suco, para que o paciente tome a medicação. Todos relataram que retiram a medicação em dia, sendo feita 1 vez ao mês. Somente 1 cuidador relatou que percebe efeitos colaterais na criança como agitação, irritação, ansiedade durante todo o dia a partir da primeira tomada de medicamento, os outros cuidadores relataram que nunca perceberam nada de anormal nos pacientes e atribuem o comportamento dos mesmo a idade. A literatura tem demonstrado que, entre pacientes crônicos, o auxílio do cuidador aumenta a probabilidade do seguimento do protocolo terapêutico, por isso é de suma importância tê-los como aliados nas estratégias de adesão a TARV. A partir dos dados obtidos neste estudo é possível apontar para a existência de dificuldades no conhecimento do esquema terapêutico pelos cuidadores das crianças com HIV/AIDS, e que podem impactar na adesão ao tratamento, demonstrando a necessidade de medidas educativas não somente junto ao paciente, mas também do responsável pela administração dos medicamentos, em especial no caso de crianças.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

AVALIAÇÃO DO PERFIL DOS RESPONSÁVEIS LEGAIS DE CRIANÇAS QUE VIVEM COM HIV/AIDS EM URUGUAIANA/RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68308. Acesso em: 9 jun. 2026.