CARACTERÍSTICAS DOS PACIENTES COM OSTEOARTROSE DE JOELHO ATENDIDOS PELA FISIOTERAPIA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA: DOR, FUNCIONALIDADE E SINTOMAS

Autores

  • Bernardo Echeverria
  • Felipe Alves Jachstet
  • Eloá Ferreira Yamada

Palavras-chave:

Osteoartrose, joelho, Fisioterapia, Dor, Funcionalidade

Resumo

As lesões ortopédicas, traumáticas e reumatológicas causam dor e disfunções do aparelho musculoesquelético e entre elas esta a Osteoartrose (OA), que é uma doença articular crônica e degenerativa, que leva a incapacidade funcional e reduz a qualidade de vida, que é caracterizada pelo desgaste da cartilagem articular e alterações ósseas, diminuição do espaço articular e formação de osteófitos marginais, sendo a OA de joelho de maior incidência. Com isso se faz importante uma identificação precoce das alterações que OA de joelho desencadeia e entre elas estão a rigidez articular, diminuição da amplitude de movimento, diminuição de força e resistência muscular, para que se possa traçar um plano de tratamento fisioterapêutico eficaz, baseado na melhora funcional e da qualidade de vida dos pacientes. Através disso, o presente estudo teve como objetivo traçar o perfil epidemiológico dos pacientes com OA de joelho que são atendidos no projeto de extensão intitulado Fisioterapia na Osteoartrite de Joelho. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e retrospectivo de natureza documental, no qual foram coletados dados de prontuários de pacientes participantes do projeto de extensão já citado, no período 2012 à 2013, os dados analisados foram idade, sexo, índice de massa corporal (IMC), sintomas, dor (EVA) e questionário Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis (WOMAC), pré e pós tratamento. Foram analisados 30 prontuários, sendo vinte e sete mulheres (90%) e três homens (10%). A média de idade foi de 59,3±12,8 anos, na classificação do IMC 18 indivíduos apresentaram classificação como obeso classe I (30,00-34,90kg/m²), 3 indivíduos como obeso classe II (35,00-39,90kg/m²), 2 indivíduos obeso classe III (>40 kg/m²), 6 indivíduos pré obesos (25,00-29,90 kg/m²) e 1 indivíduo normal (18,50-24,90 kg/m²). Em relação ao tempo que sentem dor, 12 relataram presença de dor há 1 ano, 5 pacientes há 4 anos, outros 5 há 7 anos, e outros 5 ainda, há 10 anos, e 3 pacientes referem dor há 20 anos e quando questionados sobre o período do dia que apresentam quadro álgico mais intenso, 13 pacientes relataram no período matutino, 6 no período vespertino e 11 pacientes no turno da noite. Observam-se também frequências elevadas nos seguintes sintomas: presença de edema (86,67%), crepitação (93,33%), limitação de ADM (100%), espasmo muscular (93,33%) e fraqueza muscular (90,00%). O grau de dor aferida por meio da EVA pré-tratamento teve uma média de 4,77±2,51 pontos na escala e a pós-tratamento foi de 0,97±1,69 e no questionário WOMAC, a média de pontuação foi de 44,75±18,28 no pré-tratamento e após as sessões de Fisioterapia foi de 33,16±16,24. A partir dos resultados obtidos é possível propor atividades preventivas e de promoção da saúde, bem como propor condutas fisioterapêuticas para diminuir a morbidade da OA de joelho, assim, melhorando a qualidade de vida dessa população.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

CARACTERÍSTICAS DOS PACIENTES COM OSTEOARTROSE DE JOELHO ATENDIDOS PELA FISIOTERAPIA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA: DOR, FUNCIONALIDADE E SINTOMAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68295. Acesso em: 9 jun. 2026.