COLETA DE INFORMAÇÕES SOBRE IMPACTOS NEGATIVOS DECORRENTES DE FENÔMENOS DE INUNDAÇÕES E AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO BUSCANDO AMENIZAR OS PROBLEMAS ÀS POPULAÇÕES QUE VIVEM EM ZONAS RIBEIRINHAS.
Palavras-chave:
Inundações, meio-ambiente, conscientização, ambientalResumo
Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2050 indicam que 70% da população mundial estará vivendo em áreas urbanas, sendo que no Brasil esses dados são mais preocupantes, pois segundo o censo de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a população brasileira já se concentra 84% em áreas urbanas, principalmente nas grandes megalópoles, ocupando muitas vezes áreas impróprias para moradia, onde comumente ocorrem fenômenos de inundações, enchentes, deslizamento de terras, etc. A cidade de Alegrete está localiza na fronteira oeste do RS, possui 77.653 habitantes, sendo que 89,6% vivem na zona urbana, e não diferentemente da maioria dos municípios brasileiros enfrentam problemas de calamidade pública, sendo predominante o fenômeno de inundações em períodos de grandes precipitações pluviométricas, acarretado pelo extravasamento das águas dos afluentes que cruzam pela cidade, atingindo parte da população que vivem em áreas marginais. Fundamentado nas informações supracitadas, o objetivo do trabalho buscou mensurar os impacto que esse fenômeno natural causa na população atingida da cidade de Alegrete, assim como abordar algumas ações de conscientização. Para tal, inicialmente foram coletados dados históricos, pelo menos dos últimos 30 anos, nas instituições como Prefeitura Municipal, Defesa Civil e também jornais locais (Expresso Minuano e Gazeta de Alegrete), referentes às informações sobre inundações e enchentes no município. Após a compilação dessas informações, delimitou-se no mapa urbano do município, as possíveis áreas vulneráveis a eventos de inundação, sendo definida em 8 faixas. Os resultados encontrados neste trabalho, especificamente, compreende a faixa que contém os bairros Santo Antônio, Canudos e Vila Nova. Para isso, foi elaborado um questionário que permitiu coletar dados relevantes junto aos moradores da área estudada, as quais posteriormente foram processadas. A partir disso, foi possível inferir que em virtude das inundações, 16% das pessoas entrevistas confirmaram que pelo menos um ente familiar adquiriu alguma doença e, além disso, as perdas materiais são predominantemente móveis e eletrodomésticos. Praticamente 50% das pessoas entrevistas relataram que já receberam assistência de entidades como Prefeitura, Exército, Defesa Civil e pessoas físicas nos períodos de calamidade. Um dado significativo foi que 57% das pessoas que responderam o questionário não aceitariam mudar-se de residência, mesmo que fosse oferecida outra em local mais apropriado. Em relação à conscientização proposta, buscou-se abordar questões relacionadas a ações que as pessoas poderiam fazer para amenizar o impacto das inundações, evitando unicamente esperar alternativas dos órgãos públicos. Entre essas ações, a resposta predominante foi evitar jogar lixo nas ruas, córregos, margens de rio, encostas e áreas verdes, seguida por manter sistemas de drenagem desobstruídos, sendo que algumas pessoas responderam que nada deveria ser feito e não consideram a inundação um problema. Sobre as ações já realizadas pelos entrevistados para diminuir o problema, foram praticamente unânimes as respostas referente à separação de lixo e a sua disposição apropriada. Cabe salientar que o projeto está em fase de execução, o qual pretende abordar as demais faixas criticas definidas no município e, ao final propor soluções eficientes que atenue ou extinga os problemas decorrentes de inundações.Downloads
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Publicado
2020-02-12
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
COLETA DE INFORMAÇÕES SOBRE IMPACTOS NEGATIVOS DECORRENTES DE FENÔMENOS DE INUNDAÇÕES E AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO BUSCANDO AMENIZAR OS PROBLEMAS ÀS POPULAÇÕES QUE VIVEM EM ZONAS RIBEIRINHAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68276. Acesso em: 9 jun. 2026.