EXTENSÃO EM AÇÃO: AVALIAÇÃO DE IMPACTOS SOCIOECONÔMICOS NA POPULAÇÃO ATIGINDA PELA CHEIA DO RIO URUGUAI DO MUNICÍPIO DE ITAQUI-RS

Autores

  • Célio Taborda
  • Willian Lubian
  • Roberto Dutra de Felice
  • Nelson Mario Victoria Bariani

Palavras-chave:

enchente, população, ribeirinha, pescadores

Resumo

Dentre os grandes desafios para o mundo sustentável é a utilização dos recursos humanos e materiais de forma mais eficiente. Para isto acontecer, é necessária uma análise da realidade que permita a conscientização sobre os fenômenos sócio-econômico-ambientais em curso. E a partir dela, mudar hábitos e procedimentos que nos aproximem dos objetivos mencionados. Estes assuntos foram abordados em forma teórica pela turma da disciplina de Extensão, Sociologia e Desenvolvimento Rural na Unipampa campus Itaqui, e a aplicação prática veio acontecer com as situações criadas em torno da enchente do Rio Uruguai entre Junho - Julho de 2014. Foi planejada uma ação que permitiria aprofundar o conhecimento da realidade vivenciada pelas famílias ribeirinhas, ao mesmo tempo que serviria de apoio às mesmas pela abordagem interessada em conhecer os problemas enfrentados. Foi elaborado durante as aulas da disciplina um questionário auto explicativo com múltiplas escolhas capaz de aproximar as respostas do entrevistado e provocar a reflexão positiva sobre a situação enfrentada. As entrevistas aconteceram em agosto de 2014, por meio de duplas que visitaram os locais afetados pela enchente. A abordagem foi de forma coloquial sem exigir informações pessoais a fim de não comprometer a integridade emocional e privacidade do entrevistado. Os entrevistadores também avaliaram posteriormente a qualidade da interação dos entrevistados. Os resultados indicam que a maioria das pessoas entrevistadas reside nesta região ribeirinha porque gostam do local e fica próximo do trabalho, e uma minoria permanecem nesta área em virtude que não possuem condições financeiras de conseguir outra residência. Vários testemunharam iniciativas para a remoção da população em risco, entretanto as pessoas que realmente necessitavam do recurso não foram contempladas. Dentre as dificuldades enfrentadas durante a cheia foi mencionado que houve má distribuição das doações destinadas para as famílias afetadas; a população entrevistada julgou que o sistema de distribuição de itens que chegaram à Prefeitura foi falho, em virtude de não contemplar a urgência e a dinâmica natural do processo de distribuição. A cheia também afetou a rotina de trabalho da população ribeirinha. Outra dificuldade declarada pela maioria das famílias entrevistadas foi a tensão, queda da qualidade de vida, e o possível trauma que as crianças ficariam pois não se podia prever o dia que voltariam para suas casas. Dentre os fatores que interferiu para que a população perdesse seus bens foi a informação incorreta, pois, supostas cotas foram superadas, pegando a população despreparada. Dentre as perdas, os móveis foram os que acarretaram maiores prejuízos, devido ao encharcamento ou quebra com o transporte. O estudo mostra que estas famílias compostas basicamente por pescadores tiveram enormes dificuldades tanto para sair como para retornar para casa e que a remoção destas acabou envolvendo muitas pessoas, o que dificultava a escolha de alternativas para fugir da enchente. Os danos sofridos eram tecnicamente diferentes, dependendo do material em que à casa era construída. Entre os entrevistadores, 98% das abordagens foram caracterizadas como de ótima receptividade, cumprindo assim a função social planejada.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

EXTENSÃO EM AÇÃO: AVALIAÇÃO DE IMPACTOS SOCIOECONÔMICOS NA POPULAÇÃO ATIGINDA PELA CHEIA DO RIO URUGUAI DO MUNICÍPIO DE ITAQUI-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68186. Acesso em: 10 jun. 2026.