OFICINA DEFICIÊNCIAS E CONSCIÊNCIAS, UMA PRÁTICA INCLUSIVA
Palavras-chave:
Educação, inclusiva, oficina, deficiência, física, consciênciaResumo
A efetivação da educação inclusiva através da garantia do Atendimento Educacional Especializado (AEE) tem se tornado um tema cada vez mais difundido nas diversas áreas do ensino superior. Na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), no Núcleo de Desenvolvimento Educacional (NuDE), em conjunto com o Núcleo de Inclusão e Acessibilidade (NInA) são desenvolvidas ações que visam contribuir na permanência de estudantes através do AEE e atividades que visam a quebra das barreiras físicas, atitudinais e de conscientização da comunidade acadêmica sobre a problemática de configuração na qual fazem parte. A fim de contribuir nas ações de inclusão, anualmente, são ofertadas bolsas de monitoria para alunos do Campus. Durante o trabalho de monitoria no NuDE surgiram algumas demandas, dentre as quais está o desenvolvimento de algo novo que envolvesse a educação inclusiva e a ação entre os pares, isto é, atitudes de alunos para alunos. Neste intuito desenvolveu-se a oficina deficiências e consciências. O objetivo da oficina é trazer a realidade da pessoa com deficiência física para os que não a possuem, havendo, destarte, uma reflexão sobre o tema, tanto nos participantes da oficina quanto em quem a presenciar durante a prática. Através de simulações tentaremos levar os participantes o mais próximo da realidade que passaria com determinada deficiência ao realizar tarefas do dia a dia. A oficina consiste em simular algumas deficiências físicas, sendo assim, serão ofertadas somente 15 vagas por oficina, a qual terá como público os discentes. Com duração de 4 horas, a oficina será disponibilizada em turno diurno e noturno. Ocorrerá uma apresentação de como proceder corretamente, caso precisem auxiliar uma pessoa com deficiência física e posteriormente a parte prática da oficina, a qual terá quatro etapas. Os alunos utilizarão cadeiras de rodas como se não houvesse função motora em suas pernas, e em seguida será realizado também a imobilização de um dos membros superiores para que seja experimentada esta ausência. Os alunos terão ainda uma das pernas imobilizadas por completo e utilizarão muletas. Para sentirem a ausência da visão os discentes utilizarão óculos para impedir sua visualização, sendo assim, terão que utilizar uma bengala para cegos. Todas as experiências utilizarão os espaços físicos do campus para reproduzir algumas situações. Desta forma, serão percorridos os corredores do prédio acadêmico, incluindo o banheiro adaptado para deficientes, e o acesso ao restaurante universitário (RU). Com isso espera-se haver uma sensibilização por parte dos participantes e uma difusão das suas experiências e aprendizados com toda a comunidade acadêmica local, protagonizando uma irradiação bem maior do que apenas na escala da sala de aula, resultando em uma conscientização sobre o tema. Contudo, é preciso que mais atividades como esta ocorram e sejam disponibilizadas para professores, técnicos e funcionários, para que todos se adaptem as situações diferenciadas e promovam uma inclusão desse discente, contribuindo para a minimização das barreiras que possam ocasionar a evasão e possibilitar que este aluno conclua o curso superior, entre no mercado de trabalho e fortaleça ainda mais esta conscientização.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
OFICINA DEFICIÊNCIAS E CONSCIÊNCIAS, UMA PRÁTICA INCLUSIVA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/67444. Acesso em: 18 abr. 2026.