RELATO DE EXPERIÊNCIA: O PAPEL DA ENFERMAGEM NOS CUIDADOS PALIATIVOS AO PACIENTE PORTADOR DE CÂNCER TERMINAL.
Palavras-chave:
cuidados, paliativos, câncer, terminal, melanoma, metastáticoResumo
Os cuidados paliativos tem por filosofia melhorar a qualidade de vida dos pacientes e famílias no enfrentamento de doenças que ameaçam a vida, por meio da prevenção e alívio dos sofrimentos físicos, psicossociais e espirituais. Aprender a lidar com as perdas num contexto de uma doença crônica como o câncer é um desafio que poucos se propõem a discutir, e muito menos a enfrentar. Desta forma é evidente a importância dos cuidados paliativos direcionados ao paciente na terminalidade da vida bem como diversas estratégias de cuidados utilizadas nesta modalidade, dentre as quais destaca-se a comunicação, que representa uma das estratégias de suma relevância para a prática dos cuidados paliativos. E quando subsidiada por uma relação de atitude, cooperação, sentimento e sensibilidade, este instrumento é importante impulsionados da relação entre o enfermeiro e o paciente em fase terminal. O objetivo do trabalho é mostrar a importância dos cuidados paliativos na melhora da qualidade de vida dos pacientes e famílias no enfrentamento de doenças que ameaçam a vida. Trata-se de um relato de experiência vivenciado durante estágio em Unidade Clínica Cirúrgica de um hospital localizado à Oeste do Rio Grande do Sul, onde se prestou todos os cuidados de enfermagem a uma paciente com diagnóstico primário de Melanoma metastático. A paciente de 40 anos, solteira, sem filhos, trabalhava como bailarina, descobriu seu diagnostico de Câncer há um ano em consulta com sua dermatologista, após apresentar cefaleia intensa, náuseas e desmaios frequentes. Após várias investigações, descobriu também que possuía um Tumor maligno no cérebro, sendo submetida à cirurgia para retirada do mesmo. Consequente, perdeu a visão a força muscular por 60 dias. Após sessões de fisioterapia, a força motora foi sendo recuperada progressivamente. Realizou sessões de radioterapia para o câncer, no entanto, foi constatado, através de exames complementares, ser metastático. Depois de decorridos cinco meses, a paciente apresentou novamente os mesmos sintomas, acrescidos de forte dispneia devido a células metastáticas obstruir a traqueia, sendo preciso realizar nova intervenção cirúrgica de abertura temporária da traqueia (Traqueostomia) para melhor oxigenação, acarretando afasia, assim comunica-se por gestos. Porém, não apresentando melhora no quadro clínico e, além disso, sem responder as sucessivas tentativas de tratamento que lhe era dado. Diante desse quadro de difícil prognóstico, optou-se por medidas paliativas visando evitar o sofrimento e dor da paciente, assim minimizando o sofrimento da enferma e de sua família. Conclui-se que o papel da enfermagem nos cuidados paliativos a pacientes terminais é promover o bem-estar, melhor qualidade de vida, conforto, o alivio da dor, visto que era notória a alegria pelos cuidados prestados. Desta forma a comunicação vem a ser uma ferramenta essencial na interação com a família na busca de um cuidado efetivo ao paciente que não responde mais a terapêutica curativa, uma vez que o processo de morte é irreversível e o tempo de sobrevida está restrito há meses, semanas ou dias.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
RELATO DE EXPERIÊNCIA: O PAPEL DA ENFERMAGEM NOS CUIDADOS PALIATIVOS AO PACIENTE PORTADOR DE CÂNCER TERMINAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/67404. Acesso em: 20 abr. 2026.