CONTAGEM TOTAL DE AERÓBIOS MESÓFILOS EM SALADAS DE ALFACE COMERCIALIZADAS EM RESTAURANTES DO MUNICÍPIO DE ITAQUI/ RS
Palavras-chave:
microbiologia, contaminação, saladaResumo
A alface (Lactuta Sativa) é uma das hortaliças mais importante e mais consumida no Brasil, por ser consumida in natura possui um maior valor nutritivo e é uma das principais fontes de pró vitamina A e fibras, possui um baixo valor calórico e consequentemente consumida em dietas de diversos tipos. A higienização da alface torna-se importante pois é um alimento consumido crú, e torna-se um meio fácil de contaminação por coliformes totais, possibilitando a ocorrência de contaminação e enfermidades intestinais. O objetivo do trabalho foi analisar a presença de coliformes totais em saladas de alface, comercializadas em restaurantes do município de Itaqui- RS. Foram analisadas 3 amostras denominadas em A, B, e C, contendo 100g de alfaces do tipo crespa em cada, coletadas em três restaurantes comerciais. As amostras foram coletadas no horário de almoço, todos no mesmo dia da semana, foram acondicionadas em embalagens aluminizadas descartáveis obtidas nos próprios estabelecimentos e transportadas em caixa isotérmica para análise microbiológica que ocorreu no laboratório de biologia da Universidade Federal do Pampa Campus Itaqui-RS. A metodologia utilizada foi de contagem direta em placas onde foram realizadas cinco diluições no meio de cultura Plate Count Agar (PCA). Após serem semeadas as placas foram incubadas a 35ºC durante 48 h, após este período foram realizadas as contagens de placas. Os resultados demonstraram que a salada A apresentou a média de 1,72 106 UFC/g -1, já a salada B 8,4 103 UFC/g -1 e a salada C a média de 1,65 103 UFC/g -1. A legislação brasileira através da RDC nº 12, de 2 de janeiro de 2001, estabelece limites microbiológicos para hortaliças in natura. Constata-se portanto que as saladas coletadas dos buffets de três restaurantes do município de Itaqui apresentaram contaminação maior que o permitido pela legislação brasileira, este alto índice de contaminação nas alfaces comercializadas pode ter ocorrido devido a higienização incorreta, o longo período de exposição, armazenamento e temperatura inadequada para as saladas entre outros fatores que acarretam na contaminação deste tipo de hortaliça. Conclui-se que as saladas comercializadas não foram submetidos a procedimentos que assegurem a qualidade higiênica da salada de alface comercializada.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CONTAGEM TOTAL DE AERÓBIOS MESÓFILOS EM SALADAS DE ALFACE COMERCIALIZADAS EM RESTAURANTES DO MUNICÍPIO DE ITAQUI/ RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/67393. Acesso em: 20 abr. 2026.