A COMUNICAÇÃO COMO UMA FERRAMENTA PARA INCLUSÃO NO AMBIENTE ESCOLAR

Autores

  • Valéria Gonçalves
  • Cecília Elenir dos Santos Rocha
  • Anelise Pereira Bordignon
  • Maiara Dias Büttenbender
  • Fabiane Ferreira da Silva

Palavras-chave:

LIBRAS, inclusão, comunicação

Resumo

O presente trabalho refere-se a uma atividade desenvolvida na escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Marechal Cândido Rondon, do município de Uruguaiana-RS, onde o subprojeto PIBID/2014 Ciências da Natureza atua. O PIBID (Programa Institucional de Bolsa de iniciação à Docência) vem desenvolvendo atividades na escola que contribuam para melhor compreensão dos conteúdos propostos pelos professores que atuam como supervisores deste programa. A atividade relatada foi desenvolvida em uma turma de 9º ano do ensino fundamental, e teve como propósito trabalhar a inclusão dos alunos surdos, que se comunicam através da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Baseando-se nas observações das aulas e atividades desenvolvidas com esta turma, as bolsistas do subprojeto PIBID, perceberam que não havia comunicação entre o professor com o aluno surdo e vice-versa, e a comunicação dos alunos surdos (a turma tem 2 alunos surdos) com os alunos ouvintes acontecia através de mímicas e de forma muita restrita, embora estes alunos contem com o auxilio de intérpretes, isto não vem facilitando a comunicação entre todos, pois os professores não têm conhecimento da linguagem de sinais (LIBRAS) e o intérprete tem somente a função de traduzir a linguagem do professor para o aluno. Sendo a linguagem a principal ferramenta de comunicação entre os indivíduos, buscou-se trabalhar a linguagem de sinais como forma de integração entre todos. Neste processo de expressão buscou-se apoio no conteúdo já trabalhado pelas bolsistas na componente curricular-LIBRAS do curso de Ciências da Natureza Licenciatura da Unipampa. Para a atividade de LIBRAS, as bolsistas conversaram previamente com os alunos sobre a comunicação na turma, e como proposta inicial foi aplicado um questionário perguntando aos alunos sobre o que achavam de aprenderem LIBRAS, os quais se mostraram entusiasmados em aprender uma nova língua. Logo após foi distribuído folders com o alfabeto e as palavrinhas mágicas ( bom dia, boa tarde, obrigada, por favor, etc.) elaborado pelas bolsistas, para que os alunos exercitassem as palavras e dessem início a (re)construção de uma turma integrada através da linguagem. Concluímos que é valido para o professor, aluno e licenciando construírem um ambiente escolar com a participação de todos. Considerando que a comunicação é um ponto relevante, uma vez que a cada fala e por meio dela é possível não somente manifestar conhecimentos, mas também fazer reflexões sobre a fala do outro, participar de discussões, buscar respostas, aprofundar conhecimentos e abordar assuntos de interesse comum. Percebemos que, através da pesquisa realizada previamente que a continuação da atividade que ensine a linguagem de sinais para está turma poderá contribuir fundamentalmente na formação intelectual e social do indivíduo fazendo com que o desenvolvimento em sala de aula seja mais significativo, fato que vem sendo percebido por todos que participam deste mesmo ambiente.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

A COMUNICAÇÃO COMO UMA FERRAMENTA PARA INCLUSÃO NO AMBIENTE ESCOLAR. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/67288. Acesso em: 18 abr. 2026.