PÊNDULO DE ONDAS COMO FERRAMENTA DIDÁTICA

Autores

  • Andressa Goulart
  • Carlos Maximiliano Dutra

Palavras-chave:

ensino, física, ondas

Resumo

Este foi um trabalho desenvolvido com uma turma de 2º ano do Ensino Médio do Instituto Estadual Paulo Freire, na cidade de Uruguaiana/RS, através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) Ciências da Natureza, subgrupo de física com o objetivo de que os alunos pudessem se apropriar da experimentação com os materiais disponíveis para construção do pêndulo de ondas, visualizar, entender e juntamente com o professor, construir o conhecimento a respeito dos conceitos físicos que envolvem a temática de Ondas, tais como: formato e estrutura de uma onda; período; frequência; diferença entre período e frequência de uma onda. Após problematização e introdução do conteúdo referente, os alunos foram separados em duplas. O trabalho foi realizado com quinze alunos, tendo uma duração de aproximadamente 30 minutos. Para a confecção do pêndulo de ondas, cada dupla recebeu um carretel de linha, doze porcas de parafuso (de mesmo tamanho), tesoura e fitas adesivas. Na montagem, os alunos passaram por dentro da porca de parafuso a linha e a cortaram em um determinado comprimento. Com a fita adesiva, colaram o pêndulo na borda da sua classe. O mesmo procedimento foi feito com as demais porcas. Os pêndulos foram sendo colados lado a lado, sendo que cada um ficou aproximadamente um centímetro e meio (tamanho da porca) mais comprido que o anterior. Ao final da montagem, as doze porcas estavam alinhadas diagonalmente. Os alunos, com o auxílio do caderno, empurraram e largaram todos os pêndulos ao mesmo tempo. Com o experimento, os educandos perceberam que quando eles provocaram uma oscilação ao mesmo tempo nos pêndulos, o sistema começou a mover-se igualmente, mas com o passar do tempo, adquiriu a forma de onda, se desemparelhou, perdeu velocidade, voltou a adquirir a forma de onda e parou de oscilar. Os alunos foram questionados sobre o que havia acontecido e em senso comum, disseram que a diferença entre as oscilações se deu devido o conjunto possuir pêndulos individuais com cordas de comprimentos diferentes, também repararam que o maior pêndulo se movia mais lentamente que os demais, e o de menor comprimento mais rápido. Foi então, explicado para os estudantes que o comprimento da corda determinava o período e o fato de um pêndulo ser mais lento que o outro, era devido à diferença de frequências. Com este experimento, os alunos tiveram a possibilidade de deduzir a diferença entre período e freqüência, bem como o formato que uma onda adquire. A experimentação em sala de aula é uma atividade motivadora que visa desenvolver atitudes e destrezas cognitivas dos estudantes, deste modo, o aluno encontra-se inserido em um ambiente de construção do conhecimento, onde tem a oportunidade de formular considerações e visualizar na prática conceitos aprendidos na teoria.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

PÊNDULO DE ONDAS COMO FERRAMENTA DIDÁTICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/67261. Acesso em: 19 abr. 2026.