HIDROSTÁTICA EM FOCO: DISCUTINDO CONCEITOS A PARTIR DE UMA CONCEPÇÃO EXPERIMENTAL

Autores

  • Guilherme Goulart
  • Carla Rosangela Bairros Alves
  • Vera Beatriz Borgmann Reppetto
  • Jefferson Maurício Nolasco Arcaro
  • Charles Dos Santos Guidotti
  • Lisete Funari Dias

Palavras-chave:

Hidrostática, Atividades, Práticas, Ensino, Física

Resumo

Os processos que envolvem o ensino e aprendizagem são extremamente complexos. Para aprender é necessário que o aluno sinta-se desafiado e motivado, que construa suas próprias ferramentas e trilhe seus próprios caminhos na busca na busca do conhecimento. Pensando na educação como um processo de emancipação que determina a construção não apenas intelectual, mas também cultural e social de sujeitos, desenvolvemos junto à licenciandos do curso de Ciências da Natureza, situado no município de Uruguaiana/RS, uma oficina, cujo tema compreende o conteúdo conceitual de Hidrostática. Esta proposta objetiva contemplar estratégias didático-pedagógicas que possam vir a ser trabalhadas futuramente por estes educadores, sendo possível estabelecer-se uma aproximação entre o conhecimento científico e o contexto dos educandos. A oficina começou a ser desenvolvida a partir da abordagem teórica de dois princípios físicos de Arquimedes e Pascal, que seriam, basicamente, os explorados na atividade. De forma análoga e propositiva, foi solicitado que os alunos fossem dispostos em pequenos grupos, ao passo que, o processo de socialização serviria como uma estratégia dialética entre os integrantes dos grupos para a formulação de suas hipóteses acerca das proposições que seriam feitas pelos mediadores da atividade. A oficina consistiu na construção de um ludião/mergulhador cartesiano (um pequeno recipiente, parcialmente preenchido com água, que é colocado flutuando com a abertura para baixo, dentro de um recipiente maior), onde cada grupo dispunha dos seguintes recursos para a sua confecção: uma garrafa pet (com tampa), clips niquelados e uma caneta esferográfica. Ao final do processo de confecção, foi solicitado que os acadêmicos fossem testando seu utensílio no intuito de verificar o que acontecia com o ludião quando pressionamos um ponto qualquer da garrafa. Além disso, demonstramos como poderia ser representada de forma quantitativa a medição da pressão mínima necessária para que o mergulhador venha a submergir. Isto se deu através da construção de um manômetro alternativo que consistia em uma mangueira transparente, preenchida com água (com corante), fixa em uma plataforma de madeira (1 m x 0,28 m), tendo um balão em uma de suas extremidades e, na outra, o sistema (ludião e garrafa pet). Cada aluno deveria conectar seu experimento no manômetro, pressionando o balão, de modo a anotar os valores obtidos, a fim de poder, posteriormente, efetuar os cálculos da pressão exercida ao sistema. Os resultados obtidos foram significativos, tendo em vista que os participantes da oficina conseguiram, ao final das atividades, compreender o real propósito das atividades, assim como, estabelecer a relação entre os princípios físicos envolvidos dentro dos experimentos. Em paralelo a isto, conseguimos reforçar a ideia de que é possível realizarmos aulas diversificadas a partir de instrumentos alternativos e presentes no contexto dos próprios alunos.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

HIDROSTÁTICA EM FOCO: DISCUTINDO CONCEITOS A PARTIR DE UMA CONCEPÇÃO EXPERIMENTAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/67257. Acesso em: 18 abr. 2026.