A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR COMO VERTENTE PEDAGÓGICA DA CULTURA CORPORAL DO MOVIMENTO: PIBID UMA POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO.
Palavras-chave:
Palavras-chave, Educação, Física, Escola, Cultura, Corporal, MovimentoResumo
A escola é um lugar de culturas, seus protagonistas são produtores de diferentes manifestações, impregnadas pelo meio que estão envolvidos: suas condições socioeconômicas, etnias, gênero e condutas sexuais são selos de suas histórias. Os tempos e os espaços na escola constituem um universo de possibilidades de interação desde o apreender e ensinar ao problematizar e refletir sobre os diversos saberes. Histórica e pedagogicamente a Educação Física escolar (EFE) ocupa um lugar secundário no currículo. Todavia é na Educação Física (EF) que percebemos ótimas condições de se alcançar um processo de aprendizagem capaz de formar integralmente o estudante. A EF é a vertente pedagógica da cultura corporal do movimento humano (conceito construído nas últimas três décadas pela área) e que segundo o Coletivo de Autores 1992 é a matéria escolar que trata temas da cultura corporal, ou seja, os jogos, a ginástica, as lutas, as acrobacias, a mimica, o esporte e outros. É um componente curricular em que o profissional tem a possibilidade de promover os estímulos necessários para que os alunos comecem a ter uma noção primeiramente corporal das suas próprias ações motoras, para que em um estágio mais avançado consigam compreender como que este corpo em movimento pode interagir com o contexto da escola e com sua rotina de vida diária fora do ambiente escolar. O pensamento ideal que os jovens devem ter é que: a EF não é só esporte, porém também é esporte. Com o intuito de aplicar uma metodologia inclusiva e transformadora é que estamos desenvolvendo o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) de 2014, na escola Castelo Branco, no município de Uruguaiana. O trabalho é realizado com turmas de gênero masculino nas séries finais do ensino fundamental, com 36 alunos, três vezes na semana, com duração de uma hora diária, propondo aulas que contemplam a CCMH durante todo o ano letivo. Inicialmente todos os alunos aceitaram participar do programa. Para as aulas utilizamos materiais esportivos, assim como ferramentas que algumas vezes são produzidas pelos próprios alunos, tais como, instrumentos musicais e objetos artísticos, dependendo da atividade proposta. Entretanto a partir das experiências vivenciadas percebemos o quanto é difícil vencer a cultura escolar que não tem como pressuposto em suas prioridades os saberes do corpo. Ao rompermos com o modelo da prática padrão das aulas esportivisadas, principalmente o futsal, houve certa rejeição dos alunos, que, inclusive, questionaram o objetivo das atividades apresentadas pelos bolsistas. Estas atividades consistem em sua maioria em jogos e brincadeiras que procuram desenvolver as capacidades motoras dos alunos. Nossa intervenção até o momento apresenta uma redução no número de participantes, o grupo inicial dos alunos está em 14. Isto a priori parece negativo, porém os que permanecem estão apresentando melhores resultados no desempenho motor e no convívio com os colegas. Esperamos que esses pontos positivos possam estimular os ausentes a retornarem e incentivar aqueles que não praticavam a participarem das aulas, e assim sejam contemplados com os benefícios de aulas de EF sistematizadas que contemplam além do esporte.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR COMO VERTENTE PEDAGÓGICA DA CULTURA CORPORAL DO MOVIMENTO: PIBID UMA POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/67221. Acesso em: 22 abr. 2026.