MONITOR QUAL IMPORTÂNCIA NAS DISCIPLINAS DE FISIOTERAPIA EM PNEUMOLOGIA?
Palavras-chave:
Monitoria, Ensino, Fisioterapia, PneumologiaResumo
O avanço no curso de Fisioterapia e o início da matriz curricular específica faz com que as dificuldades e a complexidade do curso também aumentem, o que infelizmente vem acompanhado de um maior número de reprovações. Em virtude dessa realidade faz-se necessário um auxílio individualizado aos alunos, o qual pode ser realizado com a participação de monitores. No componente curricular Fisioterapia em Pneumologia I e II, ministradas no 5º e 6º semestres, a dificuldade dos alunos com a aplicação prática em fisioterapia respiratória é explícita. Nesse contexto, a monitoria surge como uma importante aliada ao aprendizado discente além de oportunizar o laboratório e suas práticas em horários acessíveis a todos os alunos. Somado a isso, o monitor acadêmico geralmente possui uma relação mais estreita com os discentes o que facilita a aproximação do aluno para esclarecer dúvidas e/ou treinar técnicas. Esse trabalho visa analisar o efeito das atividades de monitoria realizadas no componente curricular de Fisioterapia em Pneumologia I e II do curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Pampa sobre as dificuldades do discente beneficiado, na visão do mesmo. Para isso, aplicou-se um questionário online onde 22 discentes responderam questões objetivas e subjetivas relativas a disciplina, sua participação e a importância do monitor. Observamos que 84% dos alunos relataram que a monitoria facilita e maximiza o aprendizado, assim como desperta o interesse pela disciplina, uma vez que o contato com a mesma é aumentado e representa um meio de auxilio para sanar dúvidas e desenvolver as técnicas aprendidas. No entanto, 73% dos discentes apontaram que um maior tempo de monitoria deveria ser adotado para maximizar o aprendizado, atualmente as monitorias são de 12 horas/semanais. No âmbito hospitalar, os alunos relataram que a monitoria foi essencial para um melhor desempenho nos atendimentos, deixando-os mais seguros e auxiliando-os com as técnicas fisioterapêuticas. Os alunos entendem que o elevado índice de reprovações está relacionado a especificidade deste componente curricular sendo esta a primeira a apresentar tais características. Relataram ainda ser necessário uma adaptação a um novo padrão de dedicação, esforço e compreensão, visando sempre o entendimento de doenças relacionadas a pacientes reais e hospitalizados. Um ponto recorrente foi a associação da opinião dos egressos da disciplina que estabelecem um pré-conceito, aumentando a dificuldade, gerando intimidação, insegurança prévia e nervosismo aos alunos matriculados, os quais acabam por não ter um bom desempenho nas aulas. Na visão geral dos alunos, estes componentes curriculares específicos podem melhorar ao introduzir maior treinamento de casos clínicos em exercícios teóricos e práticos. Conclui-se que as dificuldades apresentadas pelos acadêmicos devem-se principalmente a capacidade de associação dos conteúdos trabalhados em aula, correlação com as doenças abordadas e segurança em desempenhar as técnicas respiratórias aprendidas.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
MONITOR QUAL IMPORTÂNCIA NAS DISCIPLINAS DE FISIOTERAPIA EM PNEUMOLOGIA?. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/67212. Acesso em: 21 abr. 2026.