INFLUÊNCIA DA CONFECÇÃO DE ESQUELETOS NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZADO EM ANATOMIA ANIMAL

Autores

  • Wilson de Souza
  • Camila Cupper Vieira
  • Bibiana Welter
  • Paulo De Souza Junior

Palavras-chave:

anatomia, animal, ensino-aprendizagem, osteologia, osteotécnicas, retenção

Resumo

A anatomia macroscópica dos animais domésticos é ministrada em três componentes curriculares para os discentes de graduação em Medicina Veterinária da UNIPAMPA: Anatomia dos Animais Domésticos I (75 horas), Anatomia dos Animais Domésticos II (75 horas) e Anatomia Topográfica dos Animais Domésticos (60 horas). No componente Anatomia dos Animais Domésticos I, ministrado para alunos ingressantes, são abordados os conceitos introdutórios da morfologia e os sistemas locomotor e tegumentar. Para serem aprovados por nota, os alunos devem obter média final ≥ 6,0 ao término de quatro avaliações (duas teóricas e duas práticas). Caso a média obtida seja inferior, o aluno pode fazer uma avaliação substitutiva ao final do semestre, contemplando todo o conteúdo, que possibilita substituir a menor entre as quatro notas. O objetivo deste resumo é relatar os resultados da tarefa de montagem de esqueletos como alternativa à prova substitutiva. No primeiro semestre letivo de 2013, foi proposta uma atividade prática em que os alunos poderiam construir esqueletos de mamíferos e aves ao longo do semestre. Ao resultado desta tarefa foi atribuída uma nota que valeu como prova substitutiva: aos alunos que não atingiram a média a nota da atividade substituiu a menor entre as quatro notas; àqueles que atingiram a média 6,0, a nota da tarefa possibilitou aumentar a média final. Foi elaborada uma tabela de pontuação para os esqueletos confeccionados de acordo com o grau de complexidade. Ao final do semestre letivo, dos 50 alunos matriculados, 34 (68%) foram aprovados e 16 (32%) reprovados. A maioria da turma aderiu à tarefa (34 alunos; 68%). Destes, 15 (30%) alcançaram a aprovação somente após a realização da atividade, sem necessidade de prova substitutiva; 13 (26%) fizeram a montagem de esqueletos apenas para aumentar a média; e seis (12%) reprovaram mesmo fazendo a tarefa. Entre os que não aderiram, dez (20%) foram reprovados e seis (12%) aprovados. A média final geral foi 6,2; caso a tarefa não tivesse sido proposta seria 5,3. O teste t de student de comparação entre as médias revelou diferença significativa (p = 0,03; α = 5%) quando confrontadas as médias gerais sem e com a realização do trabalho prático. A tarefa serviu também para completar o acervo de peças para as aulas de osteologia no laboratório. Cinco alunos que participaram da atividade sentiram-se estimulados e ingressaram nos projetos de ensino, extensão e pesquisa do laboratório. Por fim, concluiu-se que a montagem de esqueletos foi uma atividade prática favorável ao aprendizado dos alunos e que, consequentemente, resultou em menor retenção.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

INFLUÊNCIA DA CONFECÇÃO DE ESQUELETOS NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZADO EM ANATOMIA ANIMAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/67186. Acesso em: 18 abr. 2026.