A Saúde na Formação Pedagógica Unidocente: Um Estudo em Escolas com Baixo IDEB

Autores

  • Marcelli dos Santos
  • Marcelli Evans Telles dos Santos
  • Francieni Adelaide Telles dos Santos
  • Jaqueline Copetti
  • Vanderlei Folmer

Palavras-chave:

Saúde, anos, iniciais, temas, transversais, formação, professores

Resumo

A grande área saúde sempre recebeu um olhar atento da sociedade, no entanto a educação para a promoção da saúde, nos últimos, tempos têm se tornado um objeto de estudos constantes principalmente sobre a sua repercussão no ambiente escolar. No contexto da educação básica brasileira, por resolução da lei nº 5692/1971, a saúde foi introduzida no currículo escolar passando a ser obrigatória nas escolas por meio de Programas de Saúde com o intuito do educando desenvolver hábitos saudáveis a fim de preservar a saúde individual e coletiva. Posteriormente, na década de 90, os temas transversais surgem no currículo da escola brasileira considerados como preocupações contemporâneas e estabelecem a saúde como um tema transversal. Sendo assim, como proposto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, a saúde deve estar contemplada na formação do estudante desde o início da escolarização, pois é nesta etapa que são adquiridos os hábitos e comportamentos que irão influenciar o estilo de vida na idade adulta. Considerada a relevância dessa temática, o presente estudo objetivou investigar a formação dos profissionais atuantes nos anos iniciais do ensino fundamental acerca da temática saúde. O estudo foi desenvolvido em três escolas do município de Uruguaiana-RS que obtiveram os menores escores no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica publicado em 2009, a coleta de dados foi realizada por meio de um questionário aplicado a um grupo de vinte e duas professoras unidocentes, do 1º ao 5º ano e para o tratamento dos resultados utilizou-se a análise de conteúdo de Bardin (2004). Os resultados apontaram que a saúde esteve presente na formação de onze educadoras, todavia unicamente três têm formação específica sobre a temática, uma citou cursos de atualização e duas realizaram curso de primeiros socorros, as outras oito professoras apontaram terem recebido formação durante a graduação em nível superior e no curso normal médio, isto é, na formação inicial. As participantes do estudo ainda foram questionadas como avaliavam a sua formação e consequentemente preparação para trabalhar com os alunos, sete julgaram a formação como superficial não possuindo preparação suficiente, duas responderam ser média e duas docentes referiram a formação como boa demonstrando satisfação com a mesma. A educação para saúde é extremamente relevante e a falta de qualificação dos professores é um grande obstáculo para a sua promoção, sendo ainda mais preocupante no cenário dos anos iniciais que se constitui a base para a compreensão de conhecimentos posteriores que irão contribuir para que o aluno seja capaz de perceber, compreender e agir na sociedade enquanto cidadão. Assim, verifica-se a necessidade de investimento na formação continuada visando profissionais mais qualificados para atuar na profissão.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

A Saúde na Formação Pedagógica Unidocente: Um Estudo em Escolas com Baixo IDEB. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66326. Acesso em: 20 abr. 2026.