Utilização de Protocolo para Medicamentos Isentos de Prescrição para tosse em Clientes de uma Drogaria Central de Bagé-RS

Autores

  • Mário Júnior
  • Hanan Jumah Eid Ahmah Laila
  • Ana Paula Simões Menezes

Palavras-chave:

Tosse, automedicação, Protocolo, tosse

Resumo

Os Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) são os medicamentos aprovados pelas autoridades sanitárias para tratar sintomas e males menores, disponíveis sem a prescrição ou receita médica, devido à sua segurança e eficácia, porém não os isentando de riscos ou que não prescindam de orientações para serem utilizados. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi identificar a viabilidade de utilização de protocolo clínico para a tosse em uma drogaria central de Bagé. Tratou-se de um estudo descritivo, transversal realizado em uma drogaria central do município de Bagé, sendo a população-alvo indivíduos que buscaram junto ao estabelecimento medicamentos de combate à tosse. A coleta de dados foi realizada através perguntas norteadoras extraídas de um protocolo clínico específico de Atenção Farmacêutica para a Tosse. As variáveis dependentes do estudo foram o motivo que levou a automedicação para a tosse e tipo de medicamento para a tosse solicitado pelo paciente. O estabelecimento comercial consentiu com a realização do estudo após assinatura do termo de ciência e todos os participantes tiveram acesso ao termo de consentimento livre esclarecido conforme legislação 196/96. No período do estudo foi possível assitir 50 clientes sendo 50% do sexo feminino, com média de idades igual a 45,5 anos. A maior prevalência de solicitação de uso de medicação para a tosse foi realizada por adultos e idosos (40%). Considerando o motivo que levou a automedicação de fármacos para a tosse, verificou-se que a falta de tempo para agendar uma consulta médica correspondeu a situação de maior freqüência, seguido das condições: a) repetição de terapia, b) consulta desnecessária, c) dificuldade de acesso ao médico, d) indicação de conhecidos e f)prescrição anterior ineficiente. Do total de clientes entrevistados, mais da metade (66%) deixaram a critério do farmacêutico a escolha da medicação para a tosse. Dentre os que solicitaram ao menos um medicamento para a tosse (34%), observou-se que as classes mais solicitadas foram: expectorantes (70,5%), seguido dos anti-alérgicos (17,7%) e antibióticos (11,8%). Fatores como oferta de produtos, a atração por novidades terapêuticas e campanha publicitária da indústria farmacêutica podem impulsionar a tendência para a automedicação. Observa-se o desconhecimento da população frente a utilização de antibióticos, pois mesmo sendo de controle especial, existe a tendência de associá-lo ao tratamento da tosse. O farmacêutico neste estudo teve livre acesso a orientação ao paciente na maioria dos atendimentos, logo, a orientação do farmacêutico frente a um protocolo para a tosse pode minimizar os riscos do uso inadequado a medicamentos, servir de medida educativa aos pacientes acometidos por este sintoma e promover a automedicação responsável.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Utilização de Protocolo para Medicamentos Isentos de Prescrição para tosse em Clientes de uma Drogaria Central de Bagé-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66324. Acesso em: 20 abr. 2026.