O Efeito da Tetraciclina e Polaridade Invertida na Micropropagação de Eugenia uniflora L. (Myrtaceae)

Autores

  • Paulo da Silva
  • Paulo Roberto Diniz da Silva Da Silva
  • Rosa Gomes Rispoli
  • Laura Honório Jobim
  • Fernanda Illama Gallon
  • Valdir Marcos Stefenon

Palavras-chave:

Pitangueira, antibiótico, desinfestação, regeneração

Resumo

A pitangueira (Eugenia uniflora L.) é uma espécie arbustiva nativa do sul do país, da família Myrtaceae. Apresenta potencial econômico devido à exploração alimentícia de seus frutos e uso na medicina popular, no tratamento de problemas digestivos. Atualmente, os estudos sobre ações farmacológicas das substâncias como Eugeniflorina D1 e D2 (antimicrobianas), Oenotheina B (antitumoral e antiviral) e Pentahidroxiindolizidina (controle da diabete). Está relacionada para estudos de cultivo e produção pela Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS. A micropropagação apresenta técnicas para propagação e o desenvolvimento da fruticultura, proporcionando produção de mudas homogêneas, de alta sanidade e produtividade. Deste modo, existe uma necessidade de novas ferramentas que auxiliam nas pesquisas de produtos biotecnológicos. Assim, a inversão da polaridade da parte caulinar ou do segmento nodular apresenta nova possibilidade de micropropagação. A desinfestação dos explantes é um processo difícil, devido associações endossimbióticas que exige a utilização de antibiótico e fungicida. Este trabalho teve a finalidade de verificar a ação da tetraciclina e a polaridade invertida na micropropagação de E.uniflora. A desinfestação das sementes foi realizada em câmara de fluxo laminar (CFL), através de banhos sucessivos de etanol 70GL (1 min), hipoclorito de sódio (2,5% de cloro ativo; 25 min) e três lavagens em água destilada autoclavada. Sessenta sementes desinfestadas foram inoculadas em tubos de ensaio contendo meio ágar-água (6 g de ágar/L). Após 45 dias da germinação, 30 plântulas foram escolhidas, sendo 15 plântulas foram lavadas; dentro da CFL, com banho de solução filtrada de 60 mg de tetraciclina (10 min) e outras 15 sem tratamento de tetraciclina (controle). As plântulas foram incisadas em 43 explantes caulinares e, inseridas com partes axiais para dentro do meio de cultura e parte basal para acima do meio de cultura na posição vertical (polaridade invertida). Foram incubadas em tubos de ensaio contendo 10 mL de meio ½ MS solidificado com 6g de ágar, água destilada (1L), sacarose (30 g), adicionados com 0,1 mg de 2,4 D e 0,3 mg de BAP. Após 21dias de inoculação, os explantes foram verificados o número de gemas dos explantes. Todos os tubos foram mantidos a 25º C ± 2 ºC e 16 horas de fotoperíodo com radiação de 27 µmol m-2. Os resultados foram 88,37% de sobrevivência, para os números de gemas diferiram entre os tratamentos (χ2= 1,70; gl =1 e α ≤ 0,05) e para o comprimento de gemas não diferiram entre os tratamentos sem tetraciclina (2,1) e com (3,0). Lima e Moraes (2006) apresentaram sensível redução na multiplicação em cultivo in vitro de bananeira com rifampicina; contrariando o resultado da metodologia deste estudo. Souza et al.(2008) obtiveram o resultado de 2,35 gemas. A polaridade invertida juntamente com a solução de tetraciclina aumentou o número de gemas; a metodologia poderá auxiliar no desenvolvimento de um novo protocolo.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

O Efeito da Tetraciclina e Polaridade Invertida na Micropropagação de Eugenia uniflora L. (Myrtaceae). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66322. Acesso em: 20 abr. 2026.