Avaliação Preliminar da Toxicidade in vitro do Extrato Aquoso e da Substância CS1 Obtidos da Casca de Ceiba speciosa (A. St.-Hill) Ravenna pelo Método de Viabilidade Celular

Autores

  • Camila Cardoso
  • Joyce Sayonara Barbosa da Silva
  • Tânia Cristina Hofmann
  • Bruno Sleifer Alonso
  • Fabiane Moreira Farias
  • Luis Flavio Oliveira

Palavras-chave:

Ceiba, speciosa, viabilidade, celular, extrato, aquoso, das, casas, precipitado, CS1

Resumo

As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de morbimortalidade nos países em desenvolvimento e, no Brasil, a aterosclerose é uma das principais causas de infarto agudo do miocárdio, angina e acidente vascular cerebral. O chá obtido pela decocção das cascas de Ceiba speciosa (Malvaaceae), conhecida como paineira, é empregado na medicina popular do Rio Grande do Sul como agente hipocolesterolêmico. Contudo, a literatura científica não apresenta relatos sobre a composição química dessa espécie, seus dados toxicológicos ou sobre a segurança e eficácia de seus efeitos. Os ensaios de viabilidade celular in vitro constituem um dos passos iniciais para a avaliação da compatibilidade biológica de substâncias, as quais não devem ocasionar a morte das células nem afetar suas funções celulares durante o teste. O presente estudo tem como objetivo avaliar, de forma preliminar, a toxicidade in vitro de C. speciosa através do método de verificação da viabilidade celular. O extrato aquoso da casca foi obtido por decocção, de acordo com o modo de preparo popular e liofilizado para a obtenção do extrato aquoso seco. Durante o processo de concentração do extrato etanólico bruto da casca foi observada a formação de um precipitado castanho, que foi removido e denominado CS1 (nomenclatura atribuída à substância). Para a avaliação da viabilidade celular in vitro foram utilizadas ambas as substâncias, diluídas em água destilada, a uma concentração inicial de 1 mg/mL e, a partir desta, os leucócitos foram submetidos a diferentes concentrações (10 µg/mL, 5µg/mL, 2 µg/mL e 1 µg/mL), com o intuito de traçar a curva de viabilidade celular. O experimento seguiu de acordo com a metodologia descrita na literatura. Para a leitura, foi utilizada a câmara de Neubauer, onde foram contados 300 leucócitos, que foram classificados como viáveis e inviáveis. A análise estatística foi realizada através de análise de variância de uma via, sendo considerados significativos valores de p<0,05. O extrato aquoso da casca, em sua concentração inicial, apresentou significativa porcentagem de inviabilidade celular. Porém, com as diluições subsequentes, foi observada uma significativa redução da inviabilidade, com manutenção de mais de 90% de células viáveis. O precipitado CS1 apresentousignificativa porcentagem de inviabilidade celular para a concentração inicial (1mg/mL) e, também, sua diluição 1/100 (10µg/mL). Nas demais diluições de CS1, houve a significativa redução da inviabilidade, com manutenção de mais de 90% das células viáveis. Conclusão: O extrato aquoso da casca de Ceiba speciosa, em concentrações inferiores a 10 µg/mL, apresentou baixa inviabilidade celular. Por outro lado, o precipitado CS1 apresentou a redução da inviabilidade somente para as concentrações inferiores a 5 µg/mL. Nas concentrações citadas, ambas apresentaram baixo risco de inviabilização de leucócitos.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Avaliação Preliminar da Toxicidade in vitro do Extrato Aquoso e da Substância CS1 Obtidos da Casca de Ceiba speciosa (A. St.-Hill) Ravenna pelo Método de Viabilidade Celular. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66274. Acesso em: 20 abr. 2026.