Efeito de diferentes espectros de luz e radiação UV-B sobre o crescimento de um espécime de fungo muscícola da Antártica
Palavras-chave:
Fungos, muscícolas, Antártica, crescimento, micelialResumo
A presença de fungos patógenos de musgos vem sendo relatada desde meados do século XIX desempenham um papel importante na dinâmica populacional e provocam distúrbios de pequena escala na composição das comunidades de briófitas. Apesar destes fungos serem relatados em estudos recentes no continente antártico, algumas abordagens de pesquisa permanecem inexploradas, por exemplo os fungos muscícolas, ainda são pouco estudados, sendo que a sua morfologia, ecologia e interações não são totalmente compreendidas. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes espectros de luz e de radiação UV-B sobre o crescimento micelial radial de um espécime de fungo antártico que cresce sobre o musgo Sanionia uncinata (Hedw.). Para ambos os experimentos foram inoculados plugs (9 mm de diâmetro) de ágar contendo micélio, estes foram dispostos no centro das placas de Petri com o meio de cultura BDA (batata-dextrose-ágar), o pH 6,0 a temperatura de ± 26ºC. Para o experimento do espectro de luz os isolados foram mantidos inicialmente em ausência de luz por 24h. Após este período, os isolados foram expostos individualmente aos espectros de luz vermelho (620-740 nm), azul (440-490nm), verde (520570 nm) e amarelo (570-590 nm) pelo tempo de 20, 30 e 45 minutos, durante 120h. Para o tratamento com UV-B os isolados foram mantidos em ausência de luz. Após 24h de incubação os isolados foram expostos a radiação UV-B pelo tempo de 10, 20, 30, 45 minutos, logo após a exposição voltavam a ser mantidos na ausência de luz. As placas foram retiradas para a medição do diâmetro da colônia, com um paquímetro a cada 24h, para ambos os experimentos. Os resultados foram submetidos à análise de variância para comparação de médias, e teste de Tukey (p <0,05), utilizando o Statistix 8.0. Os resultados demonstram que a exposição aos diferentes espectros de luz analisados e a radiação UV-B não apresentam diferenças significativas no crescimento micelial radial deste fungo, porém em análise qualitativa foi possível observar maior adensamento de hifas, maior formação de hifas aéreas, e submersas, quanto maior o tempo de exposição à UV-B. O crescimento rápido e a abundante produção de micélio são dois fatores importantes para a colonização e sobrevivência de fungos em condições ambientais adversas. Compreender as respostas dos fungos antárticos a variáveis ambientais, no caso a luz, pode predizer o seu comportamento frente a mudanças ambientais. Comparando-se ambos os experimentos e nos moldes em que este experimento foi conduzido a radiação UV-B e os diferentes espectros de luz analisados não interferem no crescimento micelial radial desse espécime de fungo, dessa forma, outras condições fisiológicas, como a massa micelial produzida por este fungo, deve ser avaliada. Cnpq/INCT-APA/FAPERGSDownloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Efeito de diferentes espectros de luz e radiação UV-B sobre o crescimento de um espécime de fungo muscícola da Antártica. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66270. Acesso em: 18 abr. 2026.