Análise in silico Revela Possível Papel de Membros da Família de Proteínas CEA na Imunomodulação Exercida Pelas Células Tronco Mesenquimais

Autores

  • Mariana Sonego
  • Viviane Ulbrich Ferreira
  • Andrés Delgado Cañedo
  • Dione Larissa Kercher

Palavras-chave:

Células, tronco, mesenquimais, proteínas, imunomoduladoras, diferenciação, celular, CEA

Resumo

As células do estroma do tecido, denominadas células tronco mesenquimais (MSCs), têm atraído muita atenção devido à facilidade de isolamento e cultivo, à grande plasticidade, à atividade imunomodulatória, ao significativo potencial terapêutico e também, por serem reproduzidas com poucos problemas éticos, sendo utilizadas para a engenharia de tecidos e terapia celular. Pesquisas mostram que MSCs modulam respostas imunológicas através da expressão de moléculas de histocompatibilidade facilitando a apresentação de antígenos quando expostas a um insulto, sendo investigadas como uma nova estratégia terapêutica para doenças como a do enxerto contra o hospedeiro, prevenção de rejeição de órgãos de transplantes e lesões de tecidos. As MSCs produzem moléculas imunomoduladoras como Prostaglandina (PGE2), Óxido Nítrico (NO), Fator de Transformação de Crescimento-β (TGF-β), e Indoleamina-2,3-deoxigenase (IDO). Até agora pesquisas tem mostrado que a glicoproteína específica da placenta (PSG), pertencente à família de antígenos carcinoembrionários (CEA), poderia estar expressa nas células tronco adultas, mas estes trabalhos não estão focados no estudo do sistema imunológico e, por este motivo, o seu papel na imunomodulação não foi explorado. A família tem como características a modulação de respostas imunes e subdivide-se em membros CEA relacionados a moléculas de adesão celular (CEACAM) e PSG. O antígeno CEACAM1 é expresso por células epiteliais, endoteliais, linfoides e mieloides e tem papel importante na modulação da resposta imune associada à infecção, inflamação, efeitos na sinalização intracelular, angiogênese, apoptose, supressão de tumor e metástase. As proteínas da família PSG são produzidas por células do sinciciotrofoblasto da placenta humana e são secretadas na circulação materna com capacidade de modular a função imunológica, estimulando a secreção de IL-6, IL-10 e fator de transformação de crescimento-β por monócitos e macrófagos. Este trabalho tem como objetivo estudar in vitro e in silico a expressão de genes da familia CEA em células tronco mesenquimais derivadas de tecido adiposo. Sendo assim, nós analisamos por citometria de fluxo, através do uso de anticorpos monoclonais específicos, a expressão das proteínas CEACAM1 e PSG1 em células tronco derivadas de tecido adiposo. Tais dados não conseguiram demonstrar/validar os dados de microarray publicados em outros trabalhos. Ao mesmo tempo, analisamos in silico através da ferramenta clustal no software BioEdit, os primers usados por outros autores, demostrando que estes não eram específicos para o transcrito do gene PSG1 e que os genes potencialmente detectados neste trabalho podem ser PSG3, PSG4, PSG5 e PSG6. A lista de moléculas imunomoduladoras produzidas pelas MSCs pode ser ainda maior que a atualmente aceita. Assim, nossos dados estimulam ao estudo intensivo da família PSG na função imunomoduladora das MSCs.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Análise in silico Revela Possível Papel de Membros da Família de Proteínas CEA na Imunomodulação Exercida Pelas Células Tronco Mesenquimais. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66268. Acesso em: 19 abr. 2026.