Extrato de Dechampsia antarctica Protege Contra Toxicidade Induzida por Hg (II) em Drosophila melanogaster

Autores

  • Nathane Rodrigues
  • Litiele Cezar Cruz
  • Mauro Eugênio Medina Nunes
  • Ana Paula Zemolin
  • Jeferson Luis Franco
  • Thaís Posser

Palavras-chave:

Mercúrio, Dechampsia, antarctica, toxicidade, Drosophila, melanogaster

Resumo

O mercúrio é um contaminante ambiental neurotóxico.O transporte de mercúrio a partir de regiões mais povoadas resulta na acumulação de metilmercúrio na cadeia alimentar dos ambientes Ártico e Antártico.Os mecanismos exatos envolvidos na toxicidade do mercúrio ainda não estão claros,não existindo um tratamento eficaz para intoxicação por mercúrio.O estresse oxidativo parece desempenhar um papel central neste processo.Assim,os compostos que possuem atividade antioxidante podem ser potenciais candidatos para o tratamento do envenenamento por mercúrio.Foi demonstrado a capacidade de extratos de plantas e compostos naturais em bloquear as ações tóxicas do mercúrio.Deschampsia antarctica são plantas vasculares nativas da Antártica.Estudos relataram que extratos obtidos a partir de D. antarctica protegeram leveduras contra danos ao DNA e mutações provocadas por radiação UVC.Porém, existe uma carência de estudos focados em suas propriedades biológicas e biotecnológicas.A mosca Drosophila melanogaster é um dos principais modelos genéticos.Cerca de 75%dos genes relacionados com doenças em seres humanos possuem ortólogos funcionais na D.melanogaster.Devido ao seu rápido ciclo reprodutivo e fácil manutenção são ideais para o uso em bioensaios in vivo.Objetivou-se avaliar a potencial atividade protetora do extrato de Dechampsia antarctica em Drosophila melanogaster expostas ao cloreto de mercúrio (HgCl2).Moscas adultas (ambos os sexos),com 1 a 4 dias de vida,foram deixadas em frascos vazios durante 3 h a 25°C para sentirem fome.Após, grupos de 30 moscas foram colocadas,durante 48 horas,em frascos contendo papel filtro saturado com 500µl de sacarose 1% (controle), 500µl de HgCl2 (100µM) diluído em sacarose 1%, 500µl de HgCl2 (100µM)+diferentes concentrações de DaE(1% e 5%) diluídas em sacarose 1%;e diferentes concentrações de DaE (1% e 5%) diluídas em sacarose 1%. Para quantificar as taxas de sobrevivência, três repetições de cada grupo de 30 moscas foram expostas ao HgCl2 por 48h a mortalidade foi anotada a cada 24h.Os resultados foram analisados e plotados como porcentagem de moscas vivas.A Capacidade locomotora foi determinada utilizando o ensaio de geotaxia negativa, onde, para cada ensaio, 20 moscas são colocadas em frascos de vidro.As moscas foram forçadas ao fundo com leves batidas e o tempo necessário para as moscas subirem até 6 cm durante seis segundos foi registrado.Analise estatística foi feita pela análise de variância(ANOVA) seguida pelo teste post hoc de Tukey, sendo significativo quando p<0,05.A exposição das moscas ao mercúrio causou um aumento significativo da mortalidade(25%)comparado aos controles.Exposição ao mercúrio induziu a significativa diminuição da atividade locomotora em relação ao controle.Co-administração de DaE nas concentrações testadas bloquearam completamente os sinais de toxicidade induzida por Hg.Resultados mostraram os efeitos protetores de D.antarctica que pode se dever a metabólitos com atividade antioxidante. CNPq

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Extrato de Dechampsia antarctica Protege Contra Toxicidade Induzida por Hg (II) em Drosophila melanogaster. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66264. Acesso em: 18 abr. 2026.