Avaliação da Capacidade Antioxidante de Diferentes Extratos Orgânicos de Sálvia officinallis L.
Palavras-chave:
Compostos, Fenólicos, Plantas, Medicinais, DPPHResumo
Diversos estudos revelam a importância de dietas ricas em vegetais para prevenção de muitas doenças. Este fato é atribuído principalmente à presença de compostos fenólicos nos vegetais, que são importantes no desenvolvimento e defesa do vegetal e têm função antioxidante em animais e humanos. Os antioxidantes naturais são moléculas presentes em frutas e vegetais, que possuem a capacidade de evitar a formação de radicais livres pela inibição da propagação em cadeia das reações de oxidação. Chás, ervas e especiarias são materiais importantes na busca por antioxidantes naturais. A salvia officinalis L., pertencente à família Lamiacea, é amplamente usada como tempero em alimentos e, segundo a literatura, apresenta a melhor atividade antioxidante entre inúmeras ervas. O principal efeito antioxidante da sálvia está relacionado à presença do ácido carnósico, do carnosol e do ácido rosmarínico. Muitas pesquisas mostram que a quantidade de compostos fenólicos presentes na Salvia officinalis L. varia bastante. Este fato pode estar relacionado às diferenças genéticas, aos nutrientes ou aos hormônios ou mesmo a fatores ambientais como a luz, temperatura e umidade, já que os compostos fenólicos têm numerosas funções defensivas para as plantas. O presente trabalho tem objetivo de avaliar a capacidade antioxidante de diferentes extratos orgânicos da salvia officinalis L. pela captura do radical livre 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH) por amostras do extrato. Cabe salientar que este é um estudo prévio dos extratos de sálvia para posterior análise da estabilidade destes frente à radiação UV. Para a realização deste trabalho, utilizou-se a sálvia seca em estufa a 50°C até peso constante. Os extratos brutos de sálvia foram obtidos com 4,0 gramas de material triturado, em 150 ml de solvente. A escolha dos solventes foi feita pela diferença de polaridade das moléculas, sendo utilizados nesta etapa o etanol, a acetona, o clorofórmio e o hexano. As extrações foram realizadas com extrator de Soxhlet por aproximadamente 8 horas para cada solvente, independentemente. A capacidade antioxidante dos extratos de sálvia, obtida pelo método do sequestro do radical livre DPPH, foi monitorada por espectrofotometria molecular UV-visível pelo decréscimo da absorbância em 514 nm com adição de 0,1872 g/L de extrato em solução metanólica 1,7041x10-4 M de DPPH em diferentes tempos de incubação, a temperatura ambiente. Pelas análises realizadas, pode-se visualizar a diminuição da percentagem remanescente de DPPH em função do tempo para todos os extratos. Porém, os resultados obtidos mostram que o extrato de sálvia em solventes com maior polaridade apresenta maior ação antioxidante. Neste sentido, fica evidente a influência da polaridade do solvente extrator na capacidade antioxidante do extrato bruto da salvia officinalis L.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Avaliação da Capacidade Antioxidante de Diferentes Extratos Orgânicos de Sálvia officinallis L. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66167. Acesso em: 22 set. 2026.