AvaIiação da Introdução da Alimentação Complementar em Pré-Escolares de uma Escola de Educação Infantil do Município de Itaqui RS
Palavras-chave:
alimentação, complementar, hábitos, alimentares, infantilResumo
A alimentação adequada até os dois anos de idade exerce papel fundamental na saúde infantil, sendo recomendado aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e a sua manutenção até os 2 anos. Porém, a partir desse período, a complementação do leite materno é necessária para elevar a densidade energética da dieta e aporte de micronutrientes. Estudos em diversos países demonstram que a introdução precoce de alimentos complementares aumenta a morbimortalidade infantil. O presente estudo objetivou analisar a introdução da alimentação complementar em pré-escolares de uma escola de educação infantil do município de Itaqui/RS. Para o diagnóstico, as mães/responsáveis pelas crianças responderam a um questionário referente à introdução da alimentação complementar composto por um grupo de 22 alimentos, sendo questionada a idade em meses em que ocorreu a introdução de cada alimento na alimentação da criança. A coleta de dados foi realizada por acadêmicas do Curso de Nutrição. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UNIPAMPA. Foram avaliados 57 pré-escolares, com idades entre 6 meses e 4 anos. Em relação à introdução da alimentação complementar, observou-se que cerca de 30% dos pré-escolares iniciaram o consumo de água ou chás com menos de 1 mês de vida, e cerca de 60% aos 3 meses, conforme referido pelas mães. Já para leite não materno, 33% apresentaram consumo com idade inferior a 1 mês e cerca de 50% aos 3 meses. No entanto, a introdução de alimentos, tais como o feijão, arroz e o pão ocorreu aos 6 meses, para maioria das crianças (40%, 24% e 33% respectivamente). O consumo de frutas, legumes e verduras iniciou para cerca de 30% dos avaliados aos 6 meses. A introdução de alimentos industrializados, tais como biscoitos recheados, salgadinhos, doces e refrigerante, ocorreu aos 12 meses em cerca de 35% da população, porém o refrigerante foi consumido por 17% das crianças aos 6 meses de idade ou menos. O açúcar teve seu consumo iniciado aos 3 meses por 21% das crianças e 56,1% até os 6 meses. Em 49% das crianças, a carne foi introduzida por volta dos 6 a 8 meses. Estudos prévios realizados em diversos países já demonstraram a introdução precoce de alimentos complementares. No mesmo sentido, os dados do presente estudo evidenciam o interrompimento precoce do aleitamento materno exclusivo, através da introdução de água/chá, sendo que em mais da metade da população já realiza essa prática aos 3 meses de idade. Ainda, observa-se a exposição precoce a alimentos ricos em açúcar, principalmente o açúcar de mesa e refrigerante entre a população estudada, fato preocupante devido ao aumento nas taxas de excesso de peso corporal evidenciadas na população infantil brasileira nas últimas décadas. Nesse contexto, torna-se necessárias ações de educação nutricional com as mães, evidenciando a importância do aleitamento materno e da oportuna introdução da alimentação complementar para a nutrição e saúde da população infantil.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AvaIiação da Introdução da Alimentação Complementar em Pré-Escolares de uma Escola de Educação Infantil do Município de Itaqui RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66143. Acesso em: 23 set. 2026.