Determinação do tipo de cassete cromossômico estafilocócico (SCCmec) de Staphylococcus aureus resistentes a oxacilina isolados na Santa Casa de Uruguaiana
Palavras-chave:
MRSA, Staphylococcus, aureus, oxacilina, SCCmecResumo
Staphylococcus aureus resistente à meticilina/oxacilina (MRSA) pode causar desde infecções de pele e feridas, bacteremia, endocardite e síndrome do choque tóxico; tornou-se um grave problema em muitos hospitais (H-MRSA) a partir da década de 80 e emergiu como um patógeno importante em infecções comunitárias (CA-MRSA) a partir da década de 90. O mecanismo de resistência de MRSA está relacionado à produção de uma proteína ligante de penicilina modificada (PBP-2a), codificada pelo gene mecA, presente em uma ilha genômica móvel denominada cassete cromossômico estafilocócico SCCmec. A resistência a meticilina/oxacilina associada ao gene mecA implica em resistência a todos os antibióticos beta-lactâmicos, uma vez que interfere no mecanismo de ação geral desta classe de antimicrobianos. Até o momento, foram descritos onze protótipos de SCCmec (I a XI), que correspondem a oito alótipos do gene ccr e seis classes do complexo gene mec. Os tipos I, II e III são tradicionalmente associados a cepas MRSA de origem hospitalar, enquanto os isolados de MRSA apresentando SCCmec tipo IV, V e VI são característicos de cepas MRSA que estão emergindo na comunidade. Em relação à resistência aos antimicrobianos, as cepas portadoras de SCCmec tipo I, II e III geralmente são multirresistentes. O entendimento da epidemiologia molecular de cepas MRSA pode auxiliar no controle da transmissão desse microrganismo tanto no ambiente hospitalar como na comunidade. O objetivo deste trabalho é o de avaliar os perfis de sensibilidade aos antimicrobianos de cepas MRSA isoladas de pacientes atendidos na Santa Casa de Uruguaiana e identificar os tipos de SCCmec em isolados de MRSA. Para tanto, foi realizada uma triagem de todas as culturas positivas para S. aureus resistentes à oxacilina, tanto de pacientes hospitalizados como de pacientes ambulatoriais atendidos na Santa Casa de Uruguaiana, no período de julho de 2012 a dezembro de 2012. Os isolados foram submetidos ao teste de suscetibilidade aos antimicrobianos pela técnica de disco difusão em ágar, conforme descrito pelo Clinical Laboratory Standards Institute. Durante o período do estudo, foram isoladas cinco amostras de MRSA de pacientes hospitalizados, nos quais foram testados os seguintes antimicrobianos: cefoxitina, oxacilina, eritromicina, clindamicina, sulfametoxazol-trimetoprima, sendo o controle de qualidade utilizado foi a cepa S. aureus ATCC 25923. Todos os isolados apresentaram resistência para oxacilina, cefoxitina, clindamicina e eritromicina. Três dos cinco isolados apresentaram sensibilidade a sulfametoxazol-trimetoprima. A tipagem molecular do SCCmec por PCR multiplex está em fase de otimização. A incidência de infecções por MRSA foi baixa se comparada aos dados existentes na literatura, de modo que o estudo molecular desses isolados poderá auxiliar na compreensão da epidemiologia local e na prevenção das infecções causadas por esse microrganismo.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Determinação do tipo de cassete cromossômico estafilocócico (SCCmec) de Staphylococcus aureus resistentes a oxacilina isolados na Santa Casa de Uruguaiana. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66138. Acesso em: 22 set. 2026.