Quantificação de fenóis totais em amostras de chás verde Camellia sinensis (L.) Kuntze, Theaceae obtidas comercialmente

Autores

  • Idelci Nunes
  • Marilice Bretanha Silveira
  • Graciela Maldaner
  • Flávio André Pavan

Palavras-chave:

Fenóis, totais, chá, verde, plantas, medicinais

Resumo

A utilização de plantas medicinais pela população é uma prática secular e ainda empregada na atualidade principalmente em localidades do interior ou rurais. C. sinensis é cultivada em vários países e amplamente consumida em todo o mundo com as designações de chá verde, chá preto e semifermentado. Para se produzir o chá verde, as folhas recentemente colhidas são cozidas no vapor para se prevenir a fermentação, resultando em produto estável. Vários estudos demonstram que os compostos polifenólicos podem reduzir o risco de muitas doenças. Há evidências de que o chá verde possa ser utilizado na prevenção de doenças cardiovasculares ao diminuir os níveis do colesterol LDL (Low Density Lipoproteins) e do VLDL (Very Low Density Lipoprotein) plasmáticos e ao proteger o organismo de radicais livres. Estudos relatam a presença de proteínas, glicídios, ácido ascórbico, vitaminas do complexo B, cafeína e polifenóis e esta composição pode variar de acordo com a estação do ano, o clima, a idade da folha e a variedade do chá. Portanto este trabalho tem por objetivo avaliação o teor de fenóis totais em duas amostras comerciais de chá verde (A e B) adquiridas no mercado local. As metodologias foram adaptadas da Farmacopeia Brasileira IV. As amostras foram preparadas de modo semelhante ao recomendado nas embalagens com afinalidade de se avaliar o conteúdo de fenóis totais e ingeridos ao se consumir uma xícara do chá. O teor de fenóis totais foi determinado pelo método de Folin-Denis. Alíquotas de 500 μL do chá (filtrado) foram transferidas para tubos de ensaio, seguidas da adição de 200 μL do reagente de Folin-Denis e com o volume ajustado para 5 mL com carbonato de sódio a 10,6% (m v-1). A quantificação de fenóis totais foi realizada em espectrofotômetro UV-Visível Varian modelo Cary 50 Bio, com comprimento de onda de 715 nm. Os resultados foram expressos em mg de ácido gálico g-1 de amostra. A curva de calibração foi realizada com quatro concentrações conhecidas de ácido gálico (8, 10, 20 e 50 µg ml-1). As amostras foram realizadas em triplicata, sendo que a média e o desvio padrão de fenóis totais foi realizada, utilizando-se o programa Microsof Excel. Para a amostra A obtivemos uma média de 20,783 mg de ácido gálico g-1 de amostra (± 0,546) e para a amostra B o resultado obtido foi de 26,266 mg de ácido gálico g-1 de amostra (±1,258). Podemos observar que a quantidade de fenóis totais varia de uma amostra para a outra. Este resultado pode ser atribuído às alterações na composição do chá com a estação do ano, o clima e a idade da folha utilizada. Comparando estes resultados com dados da literatura, podemos considerar que estas amostras possuem resultados muito próximos aos encontrados, sendo que futuramente, análises de flavonóides e análise morfoanatômica, sendo que esta última será realizada para permitir a confirmação da identidade das amostras de C. sinensis.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Quantificação de fenóis totais em amostras de chás verde Camellia sinensis (L.) Kuntze, Theaceae obtidas comercialmente. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66130. Acesso em: 22 set. 2026.