Contraceptivos: Prevalência de Uso por Universitárias do Município de Bagé-RS

Autores

  • Priscila Marques
  • Hanan Jumah Eid Ahmah Laila
  • Ana Carolina Zago
  • Roberta Nunes Horta

Palavras-chave:

contraceptivos, prevalência, universitárias

Resumo

A prática contraceptiva se dá baseada em diversos fatores, sendo o principal deles o conhecimento a cerca do assunto e a ininterrupção do processo terapêutico é a base fundamental para que o agente anticonceptivo exerça a funcionalidade a qual foi designado. As questões culturais e os hábitos e vícios de cada indivíduo também determinam a terapêutica contraceptiva. Deste modo, este estudo objetivou verificar a prevalência do uso de anticoncepcional por acadêmicas do Centro de Ciências da Saúde da Universidade da Região da Campanha/Bagé-RS. Para isto, foi realizado um estudo transversal, descritivo qualitativo e quantitativo através da aplicação de questionários às acadêmicas do Centro de Ciências da Saúde da Urcamp. O instrumento continha questões fechadas de múltiplas escolhas cujas variáveis foram: idade, tempo de uso do medicamento e forma de obtenção e forma farmacêutica. Foram entrevistadas 200 acadêmicas dos cinco cursos do Centro de Ciências da Saúde, correspondendo a 56,34% do total de alunas centro. Foi possível observar que a maioria das entrevistadas encontra-se em faixa etária média de 20 anos e 71% das entrevistadas faziam uso regular de métodos contraceptivos medicamentosos. Os principais fatores que levaram a não utilização de contraceptivos são em ordem a inatividade sexual momentânea, não querer utilizar nenhum método e o desejo de engravidar. Quanto à idade de início de tratamento medicamentoso contraceptivo, observou-se que 83,10% iniciaram a contracepção com idade média de 20 anos. Esse dado etário de começo de contracepção é semelhante ao exposto por outros autores. Importante ressaltar que se identificou um caso de início de contracepção aos 09 anos e outro aos 45 anos. Tais fatos podem ser explicados pela necessidade de regulação menstrual e reposição hormonal, respectivamente. No que tange a aquisição dos contraceptivos, 93,66% dos medicamentos foram adquiridos em farmácia comercial, seguidos de 4,22% obtidos diretamente com o ginecologista. Nesse contexto, apenas 2,11% foram adquiridos junto ao Sistema Único de Saúde. A pequena busca das terapêuticas anticonceptivas junto ao Sistema Único de Saúde pode ser fruto da desinformação acerca do serviço gratuito de distribuição de fármacos com tal fim. As formas farmacêuticas relatadas foram sólidas de uso oral (98,6%) e injetáveis (1,4%). Entre o público envolvido neste estudo, a grande maioria utiliza alguma metodologia para contracepção (com ou sem barreira de prevenção patológica) sendo que em sua maior parte são de uso oral e adquirido em farmácia comercial. Todavia, ainda se faz necessário mais estudos de cunho pontual, onde grupos isolados possam ser estudados, e assim, agrupados de forma mais adequada, obtendo-se resultados com maior fidedignidade.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Contraceptivos: Prevalência de Uso por Universitárias do Município de Bagé-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66126. Acesso em: 22 set. 2026.