Doença Crônica na Infância: Dificuldades Vivenciadas Pelos Familiares Cuidadores
Palavras-chave:
Enfermagem, Pediátrica, Doença, Crônica, CuidadoresResumo
A doença crônica, atualmente, vem ganhando espaço e compondo um verdadeiro problema de saúde pública no mundo. Ela, por si só, apresenta como características o seu andamento demorado, onde pode mostrar-se incurável, deixando sequelas e colocando limitações aos hábitos de um indivíduo. Quando se trata de cronicidade na infância, é possível afirmar que a doença crônica transforma totalmente a vida da criança, uma vez que atinge o seu desenvolvimento normal e, ainda, as relações sociais de todo o sistema familiar. Desse modo, vale destacar que a família se torna o principal cuidador, já que é ela quem participa do cuidado a maior parte do tempo, onde passa por inúmeros desafios durante o tratamento dessa criança. O estudo tem como objetivo verificar as dificuldades vivenciadas pelas famílias cuidadoras de crianças com doença crônica. Trata-se de uma revisão bibliográfica que buscou aprofundar o conhecimento sobre a temática em relação aos desafios vivenciados por famílias cuidadoras de crianças portadoras de doenças crônicas. Para isso, foi feita uma pesquisa nas bases de dados Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF) onde buscou-se artigos completos, através dos descritores: enfermagem pediátrica; doença crônica; cuidadores. Como critérios de inclusão, foram utilizados artigos no idioma português e que datassem de 2010 a 2013. A família, no momento em que a cronicidade atinge uma criança, sente-se responsável em diminuir as consequências da doença. Além de precisar aprender a conviver com essa nova situação, na qual necessitam instruir-se sobre saberes e práticas que não faziam parte do cotidiano familiar, tenta proporcionar um melhor desenvolvimento e crescimento para aquela criança. Assim sendo, visualiza-se que os desafios atribuídos a essa família são amplos, já que é exigido dela uma vigilância constante e dedicação exclusiva para aquela criança. Desse modo, ressaltamos que esses familiares necessitam da ajuda de vários lados, tanto como apoio material, emocional, afetivo, ou até mesmo, informações sobre o cuidado prestado à criança doente. No entanto, observa-se que há uma dificuldade em possuir essas ajudas, por exemplo, no caso de informações, existem profissionais que não estão preparados para atuar com esses familiares, considerando que muitos desses profissionais não atuam diretamente com essas famílias cuidadoras. Após análise do estudo, afirma-se que a vida da criança e da família sofrem mudanças significativas ao se depararem com a doença crônica. Estas alterações não são meramente orgânicas ou físicas da criança doente, uma vez que vão além desta perspectiva e geram alterações sociais e emocionais em todo o contexto familiar. Portanto, é necessário que os profissionais tenham consciência da necessidade de a família se reorganizar e interfiram nesse processo, por meio do diálogo, a fim de amenizar os desafios impostos a elas.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Doença Crônica na Infância: Dificuldades Vivenciadas Pelos Familiares Cuidadores. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66121. Acesso em: 22 set. 2026.