Verificação da Desinfestação de Explantes na Multiplicação da Eugenia uniflora L. (Myrtaceae)
Palavras-chave:
Pitangueira, Fungicida, Derosal, Plus, Carbensazim, TiranResumo
A pitangueira (Eugenia uniflora L.) é espécie nativa do Rio Grande do Sul, pertencente à família Myrtaceae. Apresenta um grande potencial para exploração econômica e a medicina; na popular é usada no tratamento de problemas digestivos. A espécie está relacionada para estudos de cultivo e produção conforme a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus). Assim, a micropropagação apresenta técnicas para propagação e o desenvolvimento da fruticultura, proporcionando produção de mudas homogêneas, de alta sanidade e produtividade. Sendo uma importante ferramenta que auxiliar as pesquisas para o desenvolvimento de produtos biotecnológicos. Dentre as etapas da micropropagação, a desinfestação dos explantes é um processo difícil em E. uniflora, devido associações de fungos micorrizicos arbusculares e bactérias. Este trabalho teve por finalidade verificar a eficância do protocolo de desinfestação dos explantes de pitangueira com utilização do fungicida Derosal Plus. A desinfestação das sementes foi realizada em câmara de fluxo laminar horizontal, através de banhos sucessivos de etanol 70GL (1 min), hipoclorito de sódio (2,5% de cloro ativo; 25 min) e três lavagens em água destilada autoclavada. Cinquenta sementes desinfestadas foram inoculadas em tubos de ensaio contendo meio ágar-água (1,5 g de ágar/L) e outras cinquenta sementes foram lavadas com água destilada autoclavada e colocadas em placas de petri com papel filtro autoclavadas (sem desinfestação) para gerrminação. Após 45 dias da germinação, 16 plântulas desinfestadas e 08 não desinfestadas foram selecionadas e incisadas em 49 explantes caulinares. Estes foram repicados e incubados em tubos de ensaio contendo 10 mL de meio ½ MS solidificado com 6g de Agar (Vetec), água destilada (1L), sacarose (30 g) e 04 µL de Derosal Plus (Carbensazim e Tiran). Após 09 dias de inoculação, os explantes foram verificados quanto a contaminação. Todos os tubos foram mantidos a 25º C ± 2 ºC e 16 horas de fotoperíodo com radiação de 27 µmol m-2. O experimento foi avaliado para a percentagem de contaminações e a percentagem de sobrevivência dos explantes, após nove dias de inoculação do meio ½ MS. Os resultados para contaminação fúngica foram de 100% de contaminação para os explantes oriundos das sementes sem desinfestação; 0% para sementes desinfestadas e 67,3% de sobrevivência dos explantes (n = 49, χ2= 0,032, gl =1 e α ≤ 0,05). A taxa de sobrevivência não diferiu do registrado por Lutuada (2010); utilizou uma solução de 60 mg de tetraciclina e ácido ascórbico para o meio WPM, que apresentou 65% sobrevivência, baixo grau de contaminação e alta taxa de sobrevivência. O resultado deste estudo demonstrou que existe a necessidade de utilização do fungicida, as sementes precisam de uma etapa de desisfestação e o Derosal Plus foi eficiente no controle do tratamento para explantes. A nova metodologia auxiliará obter explantes assépticos para micropropagação da espécie.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Verificação da Desinfestação de Explantes na Multiplicação da Eugenia uniflora L. (Myrtaceae). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66102. Acesso em: 22 set. 2026.