Investigação do Potencial Antioxidante da Pitanga Laranja (Eugenia uniflora L.) sobre a Sobrevivência, Reprodução, Longevidade e Resistência ao Estresse em Caenorhabtidis elegans
Palavras-chave:
C, elegans, antioxidante, envelhecimentoResumo
Compostos polifenólicos são amplamente encontrados em frutas e vegetais e podem ser classificados em várias classes de compostos como ácidos fenólicos, flavonóides, carotenóides. A pitanga, fruto da pitangueira (Eugenia uniflora L.) pertence a família Myrtaceae e é uma planta frutífera nativa do Brasil até o Norte da Argentina e Uruguai , sendo caracterizada por uma grande quantidade e variedade de compostos fenólicos. Apresenta como atividades terapêuticas: eficiência no tratamento de doenças estomacais, hipertensão, obesidade, anti-inflamatória e antioxidante. O nematódeo Caenorhabtidis elegans tem sido utilizado como organismo modelo em estudos sobre biologia de envelhecimento. Este organismo possui uma série de características que o torna ideal para este tipo de estudos: ciclo de vida curto, dimensões reduzidas, pequeno genoma, são fáceis de cultivar e são transparentes. Esse trabalho teve como objetivo analisar o potencial antioxidante do extrato etanólico dos frutos da Pitanga laranja sobre a sobrevivência, reprodução, longevidade e resistência ao estresse em C. elegans. O extrato utilizado foi extraído utilizando-se uma solução etanólica (95 ºGL), evaporado em rotavapor e suspenso em água miliQ. Os C.elegans foram mantidos em placas petri com meio NGM e E.Coli OP50 a 20ºC. Os vermes foram expostos aos tratamentos (5, 50, 100, 250 e 500 µg de compostos fenólicos totais/mL) e salina a partir do estágio larval (L1), obtidos através de sincronização, que consiste em obter ovos de hermafroditas grávidos. A partir disso foram realizados os experimentos de sobrevivência (24hs após o tratamento), longevidade (tempo de vida), Brood-Size (postura de ovos) e resistência ao estresse oxidativo com paraquat (0,5 mM). Os resultados estão expressos como média ± DP, na análise estatística foi realizado ANOVA seguido por Tukey (p<0,05). Observamos que o tratamento com o extrato não alterou significativamente a sobrevivência dos vermes (102,67±24,18; 97,00±20,68; 114,60±42,08; 101,21±26,66; 118,46±48,19) para os tratamentos de 5, 50, 100, 250 e 500 µg/mL respectivamente. De forma semelhante a postura de ovos e os ensaios de longevidade também não apresentaram diferença significativa nos vermes tratados em relação ao controle (34,71±26,71; 31,88±21,66; 35,29±32,22; 36,63±30,92) nos tratamentos 5, 50, 100 µg/mL no brood size e nas concentrações 5, 50, 100, 250 e 500 µg/mL na longevidade. Porém o extrato de pitanga laranja apresentou uma proteção parcial ao estresse oxidativo promovido pelo pós-tratamento com o paraquat, na concentração de 500 µg/mL (53,78±3,62; 68,57±13,41; 68,77±3,38; 55,8±1,00; 69,79±17,45) para os tratamento de 5, 50, 100, 250 e 500 µg/mL, respectivamente, essa proteção será confirmada com experimentos futuros. Estes resultados demonstram que o extrato de pitanga laranja por si só não apresenta efeitos tóxicos nem altera a longevidade em C. elegans, mas apresenta efeito de proteção contra o dano oxidativo induzido por paraquat.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Investigação do Potencial Antioxidante da Pitanga Laranja (Eugenia uniflora L.) sobre a Sobrevivência, Reprodução, Longevidade e Resistência ao Estresse em Caenorhabtidis elegans. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66087. Acesso em: 22 set. 2026.