Avaliação da Atividade Antioxidante e Toxicológica do Composto 1,4-dideoxi-4-seleno-D-talitol em Caenorhabditis elegans
Palavras-chave:
Organosselênio, Caenorhabditis, elegans, antioxidante, ParaquatResumo
Organocalcogênios têm sido estudados pelo seu conhecido papel antioxidante em diversos modelos de estresse oxidativo. Entretanto, vários destes compostos são lipofílicos e muito pouco hidrossolúveis. O presente trabalho investigou o potencial antioxidante do composto 1,4-dideoxi-4-seleno-D-talitol (SeTal), um organosselênio hidrofílico, derivado de um açúcar (D-manose). O modelo experimental adotado para este estudo foi o Caenorhabditis elegans (C. elegans), um nematóide de fácil manutenção, curto ciclo de desenvolvimento e grande capacidade reprodutiva, caracterizando a praticidade desse modelo alternativo. A fim de realizar a avaliação toxicológica em uma exposição aguda os vermes em estágio larval L1 foram tratados com o composto SeTal por 30 minutos em concentrações de 1, 50, 100, 500, 1000, 1500, 2000 e 2500 µM. Ao término do tratamento os vermes são lavados 3 vezes com tampão salina e colocados em placas com E. coli para recuperação. Após 24h a taxa sobrevivência dos vermes foi observada com auxílio de uma lupa estereoscópica. Foi verificada também a longevidade dos vermes tratados com o SeTal, expostos também por 30 minutos, nas concentrações de 1, 50, 100 e 500 µM. Após 48hs, os vermes foram transferidos diariamente para placas novas até que o último animal permaneça vivo. Para avaliar o potencial antioxidante do composto, os vermes foram tratados com as concentrações de 1, 50, 100 e 500 µM de SeTal como descrito anteriormente, sendo que ao término do tratamento os vermes foram expostos ao paraquat (Gramoxone 200), um herbicida gerador de ânions superóxido. O protocolo reverso também foi realizado. Em seguida, os vermes lavados e após 24h a sobrevivência dos vermes foi observada para verificação de proteção contra estresse oxidativo. A análise estatística foi realizada utilizando ANOVA de uma via e teste de Tukey. O SeTal demonstrou, para as concentrações utilizadas, um baixo nível de toxicidade, não alterando a sobrevivência até a concentração de 1000 µM. Na maior concentração (2500 µM) houve sobrevivência de 70-80%. Porém, o composto não aumentou de maneira significante a expectativa de vida dos vermes. Não se verificou alteração significativa na proteção ou reversão do dano causado pela exposição ao Paraquat. Apesar de o composto contrastar com outros organocalcogênios, por ser hidrofílico e derivado de um açúcar, não apresentou, segundo os ensaios realizados, atividade antioxidante contra o insulto oxidativo gerado pelo Paraquat, nem promoveu a extensão da longevidade. Estudos posteriores serão direcionados no sentido de investigar a possível relação entre a hidrofilicidade e a não atividade protetora ou reversora de dano oxidativo apresentada por esse composto.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Avaliação da Atividade Antioxidante e Toxicológica do Composto 1,4-dideoxi-4-seleno-D-talitol em Caenorhabditis elegans. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66083. Acesso em: 22 set. 2026.