Levantamento histórico da pesca e conservação da bacia do rio Uruguai Médio
Palavras-chave:
conservação, histórico, pesca, Rio, UruguaiResumo
A bacia do rio Uruguai se apresenta como um dos principais sistemas hidrográficos do Sul do Brasil, participando de questões sociais, econômicas e ambientais, sustentando populações a partir do fornecimento de água, alimento e outros recursos naturais. Contudo, mudanças consideráveis foram observadas neste ambiente no decorrer de vários anos, especialmente quanto a conservação, aspectos da legislação, pesca e exploração no rio Uruguai médio, região de Uruguaiana, RS, Brasil. Desta forma, o objetivo da pesquisa é analisar e observar aspectos e fatos histórico-ambientais desde o ano de 1980 até o ano de 2013, projetando panoramas e mensurando os impactos causados pelo homem durante o intervalo temporal, para possíveis transformações dos danos sofridos e conservação das melhorias até agora implantadas. Da mesma forma, projeta-se um possível encaminhamento dos pareceres avaliativos aos órgãos ambientais competentes, servindo assim como uma contribuição a preservação dos recursos naturais. Por meio de documentos, pareceres técnicos, ofícios, jornais, revistas e artigos que tratem da história do local desde 1980, se pretende estabelecer qualitativamente e quantitativamente as mudanças, observando as leis e determinações vigentes, aliado ao cumprimento ou não das exigências legais. Outro método de análise realizado foi um questionário com questões alternativas e dissertativas aplicado a ribeirinhos; produtores rurais; pescadores; e profissionais do meio-ambiente sobre seu conhecimento quanto a conservação do rio, qualidade da água, maior agente poluidor da bacia, quantidade de espécies, entre outros. Dados parciais demonstram que a realidade apresentada no rio Uruguai na época de 1980 é drasticamente diferente da atual, resultado dos fortes impactos ambientais sofridos pelo corpo dágua em toda a sua extensão, tanto na diversidade de animais, quanto referente à flora local e qualidade da água. Resultados das entrevistas apontam a diversidade íctica como um dos fatores mais divergentes entre os questionados. A grande maioria (65%) dos pescadores atribui a falta de peixes no rio aos agrotóxicos despejados nos adjacentes das bacias pelas lavouras, além das bombas de sucção, enquanto 70% dos profissionais do meio-ambiente apontam a pesca predatória como principal causa da carência de pescado no rio. Os produtores rurais, por sua vez, afirmam que as hidrelétricas são responsáveis pela escassez de animais. Fato é que, segundo pescadores, o dourado (Salminus brasiliensis), assim como o surubim (Pseudoplatystoma sp.), animais presentes no livro vermelho de espécies ameaçadas de extinção, são os mais capturados atualmente. Percebe-se que, na bacia do Uruguai Médio, várias mudanças acontecem, e apenas uma pequena porcentagem local da população percebe que algo está errado. Mesmo diante destas percepções, há uma grande divergência no ponto de vista de cada classe entrevistada quando se trata de causas e prejuízos, podendo até ser atribuída a interesses paralelos.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Levantamento histórico da pesca e conservação da bacia do rio Uruguai Médio. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66075. Acesso em: 23 set. 2026.