EFEITOS DO MOLIBDÊNIO E COBALTO NA GERMINAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS DE ARROZ EM BAIXAS TEMPERATURAS

Autores

  • Mitiel da Silva
  • Ricardo de Mello Scalcon
  • Cristiano Zdruikoske
  • Vanessa Neumann

Palavras-chave:

Oryza, sativa, L, tratamento, semente, micronutrientes

Resumo

O arroz (Oryza sativa L.) é cultivado nos mais diversas condições ambientais, porém quando comparado a outros cereais é mais sensível às baixas temperaturas, onde os fatores mais marcantes ocorrem na fase da germinação e emergência. Além da intensidade e duração do frio, o manejo da cultura e a cultivar utilizada são fatores determinantes que interferem na produtividade. No manejo de cultura a aplicação de Molibdênio (MO) e Cobalto (CO) via semente contribui na fertilidade, podendo melhorar o desenvolvimento das plantas e proporcionando menor custo de aplicação. O objetivo deste trabalho foi avaliar a germinação e vigor de plântulas de arroz submetidas a doses de MO e CO aplicadas via semente em dois cultivares, em baixas temperaturas. O experimento foi conduzido no laboratório de sementes da Universidade Federal do Pampa/Campus Itaqui-RS, com delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições, em esquema fatorial 4x2 (doses x cultivares). Utilizaram-se os cultivares BR-IRGA 409 e Puitá-INTA-CL. Os tratamentos foram doses de 0, 1.5, 3 e 4.5 mg L-1 de produto comercial a base de molibdênio (6%) e cobalto (0,5%). As sementes foram acondicionadas em sacos plásticos e tratadas com as doses de MO e CO, utilizou-se a quantidade de 0,1 kg de sementes por tratamento. Após o tratamento, as sementes foram submetidas ao teste de germinação, sendo utilizadas quatro subamostras de 50 sementes por tratamento, distribuídas em rolo de papel próprio para a germinação, com água destilada equivalente a duas vezes e meia o peso seco do pape. Posteriormente os rolos foram conduzidos á câmaras climatizadas, submetidos à temperaturas de 10 e 15 ºC durante um período inicial de 48 h, logo após, transferidas para câmaras á 25 ºC. Foram realizadas duas avaliações, sendo a 1ª aos 7 e a 2ª aos 14 dias após a semeadura, sendo avaliados a germinação, comprimento radicular e de parte aérea, a massa fresca e seca de plântulas. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância e a comparação de médias por meio do teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. Os resultados obtidos permitiram concluir que o tratamento de sementes com Mo e CO não incrementaram a germinação das sementes submetidas à 15 °C, contudo a dose de 3 mg L-1 aumentou a germinação das sementes submetidas a 10 ºC para ambos cultivares; para o desenvolvimento de plântulas, conclui-se que em temperatura de 10 e 15 ºC a dose de 1,5 mg L possibilita um melhor desenvolvimento de plântulas para o Cultivar PUITÁ INTA-CL; já a dose de 4,5 mg L propicia um desenvolvimento superior no comprimento radicular e na massa seca de plântulas a 10 e 15 ºC, respectivamente, para o cultivar BR IRGA 409.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

EFEITOS DO MOLIBDÊNIO E COBALTO NA GERMINAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS DE ARROZ EM BAIXAS TEMPERATURAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66066. Acesso em: 29 abr. 2026.